
Após anos de inovação tecnológica e momentos virais como o vestido pulverizado em Bella Hadid, a marca anuncia ausência por conflito societário. Foto: Reprodução
Era 2024 quando a Coperni desfilava na Disney, simbolizando seu auge nas semanas de moda. Naquela época, não se falava de outra coisa. Fundada em 2013 por Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant, a marca sempre teve um norte: um olhar científico, tecnológico e a moda como inovação. Pense no vestido pulverizado em spray em Bella Hadid, na temporada de verão 2023. Ou nas bolsas ovais feitas de matérias-primas diferentes e nas ações que chamam atenção. De 2021 a 2025, a marca viveu seu auge.
Corta para hoje, depois de reinar pela inovação no fashion week parisiense, a marca anunciou na sexta-feira (06.02) sua ausência na próxima temporada. De acordo com o comunicado, o motivo seria a deterioração da parceria com a Tomorrow London, aceleradora de marcas que comprou uma participação na grife em 2019 para apoiar sua expansão. Acontece que, nos últimos anos, a relação entre os sócios vem azedando e isso tem impactado o negócio, como disseram no texto: “Essa relação se deteriorou de forma significativa desde então, a ponto de a Coperni já não ter meios de sustentar seu desenvolvimento”.
Apesar da ausência no calendário, os criativos afirmaram que não se trata de uma pausa criativa nem de uma renúncia, mas de uma decisão para reposicionar a marca. Há alguns anos, a etiqueta saiu do posto de grife emergente mais comentada do fashion week para virar um nome que perdeu tração entre entusiastas de moda. Parte desse desgaste se explica por jogadas de marketing em excesso, com pouco lastro comercial, focadas em gerar burburinho na internet. A dúvida que fica é: será que a marca conseguirá se reposicionar no mercado, sem depender de truques virais, ou em breve será substituída por outra marca arrojada?

