Triton/Foto: Márcio Madeira

Por Sylvain Justum

A Triton cresceu, definitivamente. A alma girlie e street continua ali, mas é camuflada agora por ideias sofisticadas e cheias de brilho, concebidas para a cliente que não se contenta mais em vestir as criações de Karen Fuke só durante o dia. Looks de construção rebuscada, bordados e rebordados de canutilhos, prints caleidoscópicos all over e uma bem acabada alfaiataria em tweed. Junte tudo, tempere com lã pesada em ideias esportivas, chacoalhe e voilà! O inverno promete mesmo ser bem decorado.

No que depender da Triton, basta escolher a forma. Sair de conjuntinho, por exemplo, é questão de prática. Você pode escolher uma das muitas estampas coloridas, digitais, que tingem não só tops, saias e vestidos assimétricos, mas também as mochilas, presentes ali para dar uma baixada na bola festiva. Elas combinam bem com as calças de alfaiataria, mezzo black-tie, mezzo jogging, usadas com plataformas a la Creepers (bem anos 80/90, elas andam ressurgindo inclusive nos corredores da Bienal, nos pés dos fashionistas). A ideia é misturar universos, mesmo que eles sejam todos exagerados. Maximalismo, babe.

Na parte final do desfile é que fica mais evidente a mistura de universos. Macacões inteiramente bordados de canutilhos, formando desenhos décô para perderem a aura esportiva, intercalados com vestidinhos melindrosos, com forte pegada de anos 20. Ou ainda tricôs oversized devidamente ornamentados, para usar com saia curta. Pode escolher.

MELHOR LOOK: O casaco com print digital em verde e cinza, combinado com calça-pijama do mesmo tom e camisa azul Royal. Urbano e nada óbvio

ACESSÓRIOS: As mochilas em tweed cinza bordado