Da esq. para a dir., Vitorino Campos, Bel Yunes, Claudia Jatahy e Beth Nabuco. No centro, Lívia Heinkel (40 Graus Models) veste blazer, R$ 16.768; top, R$ 368; calça,R$ 13.998; e sandálias, R$ 1.768. Tudo Animale - Foto: Daniel Benassi/reprodução/Bazaar
Da esq. para a dir., Vitorino Campos, Bel Yunes, Claudia Jatahy e Beth Nabuco. No centro, Lívia Heinkel (40 Graus Models) veste blazer, R$ 16.768; top, R$ 368; calça, R$ 13.998; e sandálias, R$ 1.768. Tudo Animale – Foto: Daniel Benassi/reprodução/Bazaar

Quando Vitorino se juntou à equipe de estilo da Animale, em 2014, os planos da marca eram ambiciosos: crescimento no varejo, fortalecimento nas multimarcas e o início de um processo de internacionalização. “Depois de um ano de aproximação dos dois mundos, posso dizer que tudo em que acreditávamos se concretizou”, afirma Claudia Jatahy, vice-presidente de estilo da Animale.“Foi um grande acerto. Sem dúvida, a chegada do Vitorino contribuiu para os passos que queríamos dar.”Para o estilista, também vem sendo uma mudança e tanto – literalmente. natural de Salvador, ele foi morar no Rio de Janeiro. Movimento que pediu também uma reestruturação em sua etiqueta homônima, que ganha apoio e know-how de mercado da Animale.“Nosso envolvimento maior é com o próprio Vitorino.Por isso, daremos todo o suporte que ele precisar para evoluir”, diz Claudia.

“Era uma mudança necessária para o plano de crescimento da Vitorino Campos”, explica o estilista, que, com a dupla jornada, começou a repensar o futuro da marca própria.“A vinda para o Rio se tornou obrigatória para facilitar o trabalho nas duas empresas. Essa proximidade vai me dar mais tempo criativo, já que nãp preciso ficar correndo de um lado para o outro.”É ganho para ambos os lados. afinal, uma das principais atribuições de Vitorino, ao lado da diretora de estilo, Bel Yunes, e da diretora de criação, Beth Nabuco, é fazer com que as roupas apresentadas no SPFW estejam cada vez mais integradas às peças que se encontram na loja.

“Não enxergamos mais essa diferença. Hoje, vemos o desfile como uma linha da marca”, diz Vitorino. Alinha, no caso, se chama Concept e é, basicamente, uma versão simplificada (do ponto de vista econômico) do que sobe na passarela.“Estamos investindo cada vez mais no processo de aproximação desses polos.Hoje,existe uma unificação do trabalho por meio da linha Concept.” Bons exemplos são os tricôs e a alfaiataria. Esta, que foi o grande destaque das coleçães de inverno 2015 e de verão 2016, já é um dos principais hits de venda dessa nova fase.“A coleção foi extremamente bem aceita”, exalta Claudia.

O segredo é o perfeito entendimento de quem são essas consumidoras. Ou, pelo menos, da mulher que elas desejam ser. “Trabalhamos a sofisticação com um toque de sensualidade e feminilidade”, explica Claudia.“Essa força e atitude da mulher esteve presente no estilo da marca desde sua fundação.”No que depender de Vitorino, continuará intacta. Melhor dizendo, com pequenas adaptações. “Sempre acreditei no que via nos pontos de venda, nos produtos em loja, e tinha vontade de levar isso para o desfile. Foi o que fiz”, afirma Vitorino.“Eu me apropriei da alfaiataria e da camisaria e coloquei minhas percepções.Acredito que,  juntos, não criamos uma nova imagem, mas, sim, evoluímos com a própria marca.”

Como Bazaar antecipou em novembro do ano passado, Miami se mostra, cada vez mais, a localidade mais provável para a primeira loja Animale fora do País; os planos de desfilar na semana de moda de Nova York já são mais concretos; e o lançamento da linha de activewear já tem data marcada:“Lançaremos, em janeiro de 2016, a action”, antecipa Claudia. “São roupas pensadas para o uso pós-academia, apesar de termos também peças mais funcionais, com matérias-primas tecnológicas e acabamento sofisticado”, finaliza.

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