Por Sylvain Justum

O quarto dia do São Paulo Fashion Week de verão 2013 começou em clima de piquenique.

A Neon armou desfile externo, ao lado do viveiro Manequinho Lopes, no parque Ibirapuera, para mais uma de suas performances escapistas, na qual cores, prints e exageros de estilo deram o tom.

O mood pende para o étnico, com pitadas gipsy e outras masculinas, de camisaria e alfaiataria comportada, lisa e setentista, que não chega, no entanto, a roubar a cena das sempre otimistas estampas da marca.

Desta vez, o artista Yassin Lasmar e o diretor de arte Kleber Matheus inventaram prints de lenços, que, em versão origami, formam bananas, corujas, elefantes e frutas. Em outra, os próprios lenços se amarram formando o nome da grife de Dudu Bertholini e Rita Comparato (que está viajando e não pode comparecer ao desfile).

São estes desenhos que dão vida aos caftãs, pareôs e às muitas amarrações que pontuam a coleção. As dos maiôs são pura ousadia e abusam de cavadas vertiginosas. Nos biquínis – e o beachwear, desta vez, marca forte presença -, as calcinhas assumem desenho asa delta e de hot pants.

Formas vaporosas, saias longas e cheias de movimento, barriga de fora, turbantes. O repertório ciganista da Neon levanta o astral também à base de brilhos metalizados do foil que pincela a alfaiataria e no absurdo look final de Vivi Orth, com saia em camadas plissadas que remetem às forminhas de brigadeiro.

O melhor look: O maxitricô de ponto largo e aspecto handmade desfilado com saia godê em foil dourado.

O acessório: A sandália Anabela é bem bonita, feita com sobras de tecido antigo da grife, mas as espadrilles conquistaram a platéia. Elas existem em versão bicolor, xadrez ou bordadas de paetês dourados.