
Juergen Teller amava fotografar seus amigos em situações íntimas, como a modelo Kate Moss de cabelo rosa – Foto: Divulgação
A moda em 2026 se afirma como um campo expandido, no qual roupa, imagem e narrativa caminham juntas. Mais do que tendências pontuais, o ano aponta para movimentos estruturais que atravessam o cinema, exposições, grandes eventos globais e reposicionamentos estratégicos dentro das maisons.
O retorno de filmes icônicos, a força de plataformas culturais como o Met Gala, a valorização de arquivos históricos e a chegada de novos diretores criativos indicam uma moda menos imediatista e mais interessada em construção simbólica. Ao mesmo tempo, o calendário global se descentraliza, abrindo espaço para novas geografias, como o Brasil, e para outras formas de apresentar moda.
Entre nostalgia e futuro, espetáculo e reflexão, 2026 revela um sistema em busca de relevância cultural, profundidade estética e conexão emocional com o público.

Maria Grazia Chiuri – Foto: Getty Images
Uma nova leva de estreias!
As mudanças na moda internacional não param, em 2026 teremos novas estreias. Maria Grazia Chiuri na Fendi, Antonio Tron à frente da Balmain e Grace Wales Bonner assumindo o masculino da Hermès são sinais claros de que a dança das cadeiras na moda entrou em um novo ato. Mais do que trocas de nomes, esses movimentos revelam um reposicionamento estratégico das casas, que buscam renovar narrativas, dialogar com novos códigos culturais e responder a um consumidor cada vez mais atento a identidade, legado e contemporaneidade.

Foto: Getty Images
O Diabo Veste Prada 2
Um dos grandes clássicos do cinema retorna às telas. A continuação de “O Diabo Veste Prada” reabre discussões sobre poder, status e imagem na moda. Lançado em 2006, o filme ajudou a moldar comportamentos e desejos de uma geração. Agora, vinte anos depois, surge em um contexto dominado por redes sociais, cultura de arquivo e novos códigos de autoridade.
A expectativa é entender como o longa traduz o glamour, a pressão e a influência da moda contemporânea e se ainda é capaz de impactar o guarda-roupa e o imaginário coletivo.
Expectativas para a RIOFW
A RIOFW se consolida como uma plataforma estratégica para a moda brasileira, colocando o Rio de Janeiro no centro do debate nacional. A proposta vai além do desfile tradicional e valoriza identidade, diversidade cultural, moda autoral e novos formatos de apresentação. Em 2026, o evento reforça o Brasil como produtor de estética e discurso próprio.

Nicole Kidman no MET Gala em 2025 – Foto: Getty Images
MET Gala 2026
Um dos eventos mais aguardados do calendário cultural, o Met Gala segue ampliando o entendimento da moda como linguagem artística. Entre figurino, performance e conceito, o tapete vermelho se transforma em espaço narrativo, no qual o corpo funciona como suporte simbólico. Em 2026, a expectativa é por leituras ainda mais conceituais, conectando moda, arte e história.

John Galliano – Foto: Getty Images
Para onde vai John Galliano?
Mesmo fora do comando de uma grande maison, John Galliano permanece como uma das maiores referências estéticas da moda contemporânea. Seu legado de teatralidade, narrativa e experimentação continua influenciando criadores e coleções. A expectativa gira em torno de seus próximos passos e da possibilidade de um retorno ao sistema tradicional ou da consolidação de uma atuação mais independente.

Foto: Reprodução/Instagram/@versace
Versace em transição
A saída de Dario Vitale marca um novo momento para a Versace. O desafio agora é atualizar o glamour exuberante da marca sem diluir seu DNA maximalista. Em um cenário que valoriza narrativa e consistência, a Versace busca equilibrar sensualidade, herança italiana e relevância contemporânea em um mercado de luxo cada vez mais competitivo.

Foto: Reprodução/Instagram/@zedaya
Filme “The Drama”
Estrelado por Zendaya e Robert Pattinson, “The Drama” reforça o papel do cinema como influenciador direto da moda. O figurino surge como extensão psicológica dos personagens, impactando estética, comportamento e desejo. Com dois nomes centrais da cultura pop no elenco, o filme dialoga com uma moda mais emocional, conceitual e ligada à construção de identidade, com potencial para influenciar tendências ao longo de 2026.

Yukiya Sato durante FIS Ski Jumping – Foto: Getty Images
Olimpíadas de Inverno 2026
Com sede em Milão, uma das grandes capitais globais da moda, e em Cortina d’Ampezzo, as Olimpíadas de Inverno impulsionam o luxo esportivo e o design técnico. Performance, funcionalidade e estética alpina entram no radar das marcas, reforçando a fusão entre moda, esporte e lifestyle. O evento reposiciona a Itália como um dos principais polos culturais e estéticos do ano.
“Bridgerton”: Temporada 4
A quarta temporada de “Bridgerton” mantém viva a influência do romantismo histórico na moda contemporânea. Silhuetas marcadas, volumes dramáticos e uma estética escapista continuam inspirando coleções e editoriais. A série reafirma o desejo por fantasia, emoção e beleza em tempos de incerteza.

Designer Elsa Schiaparelli – Foto: Getty Images
“Schiaparelli” no V&A Museum
A exposição “Schiaparelli” no Victoria and Albert Museum reafirma a moda como um poderoso canal de expressão artística. Com foco no surrealismo, no humor e na provocação, a mostra evidencia a força conceitual da marca e sua influência contínua na criação contemporânea. Corpo e imaginação ocupam o centro da narrativa.
“Anos 90” no Tate Britain
A exposição “Anos 90” no Tate Britain revisita uma década marcada por minimalismo, grunge e anti-glamour. Esses códigos retornam ao presente como referências estéticas e culturais, influenciando coleções que dialogam com simplicidade, atitude e uma crítica ao excesso.

