- Foto: reproduçào/ Harper's Bazaar
– Foto: reproduçào/ Harper’s Bazaar

por Suzy Menkes

Quando abro meu closet de manhã, ouço ecoar as sábias palavras de Diane von Furstenberg: “Seja a mulher que você quer ser”. Ela, mais do que ninguém, sabe o que é se vestir para o sucesso – seja ele no trabalho ou na sedução. Quem sou hoje? Essa é a maneira atual de decidir o que vestir. A imagem mais poderosa do inverno 2014 não é nem completamente profissional, nem doce e feminina. Podemos chamar a mulher firme e focada de “soft core,” ou seja, sua aparência exterior esconde um espírito profundamente diferente por dentro. Apesar de muitas estilistas inteligentes estarem à dianteira nesse sentido – especialmente Phoebe Philo, na Céline, Stella McCartney e Miuccia Prada –, essas mulheres não estão simplesmente apresentando criações do ponto de vista feminino; estão criando uma conexão emocional com as mulheres que compram suas roupas.

Portanto, em vez de abraçar um estilo específico, cada mulher pode descobrir uma variedade de designers que satisfaçam seus inúmeros caprichos. Focar em um único nome para encontrar o look do dia – da sensualidade sutil (Prada) à sexualidade marginal (Louis Vuitton), ou dos anos 50 (Rochas) aos 70 (DVF) e 80 (Tom Ford) – é uma forte tendência.

Em um mesmo dia, uma mulher pode começar calçando sapatos sem salto e terminar em stilettos, ou carregar uma tote com uma clutch dentro, pronta para usar. Para esta segunda década do novo milênio, uma coisa está clara: a decisão é nossa. Optar entre um punhado de estilistas agora é parte do direito de escolha na moda. Mas ainda resta a pergunta: e nesta estação, o que escolher?

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