Por Luigi Torre

É engraçado e até ousado pensar na Versace como uma marca feminista. Afinal, a imagem sexualizada e superglamourizada já foi um dos pontos críticos dos que advogam pela liberdade da mulher para elas mesmas, e não para o deleite masculino. Ainda assim empoderamento feminino foi a principal mensagem vinda do mais recente desfile da marca.

“Você está feliz com que você é? Com o que você faz? Você pode fazer o que quiser. Você pode ser quem você quiser”, dizia a trilha do grupo Underground Resistance. Assim, Donatella apresenta uma de suas melhores coleções dos últimos anos. E uma para todo tipo de mulher. A trabalhadora de ternos com precisão (e referências) militares, a frequentadora de festas habillé com seus vestidos longos ou curtos decorados com laços (tendência forte), a tomboy, a clubber com seus animal prints em tons ácidos e transparências, a rockers com ótimas jaquetas biker com patchwork de couro e tantas outras, conforme o gosto da fraqueza.

Afinal, ser feminista é assumir todo e qualquer tipo de desejo, principalmente aqueles que te definem e te dão força.