Foto: Agência Fotosite
Por Luigi Torre

A cultura brasileira está em alta neste verão (ainda bem). Depois da Cavalera e Paula Raia, a Osklen, também volta seu olhar para elementos essencialmente nossos. Aqui, é o povo Ashaninka, tribo da floresta amazônica, que serve de inspiração principal. A simplicidade de seus trajes e túnicas, seus grafismos e cores (preto, off-white e vermelho, basicamente) informam a base desta coleção, apresentada de forma enxuta, mas direta e eficaz.

Sobre tais pontos, Oskar Metsavaht e equipe trabalham a já conhecida é bem-sucedida silhueta gráfica da marca, aqui em tecidos de aspecto natural, ricos em texturas. São, na maioria, sedas trabalhadas em tricôs, ráfia e palha, ressaltando o novo compromisso da grife com os tecidos 100% naturais.

“Os dez primeiros da Osklen foram dedicados ao nosso lifestyle e trabalho com tecidos esportivos”, explicou Oskar momentos antes do desfile. “Na segunda década, experimentamos com o design e investimos em matéria-prima sustentável e agora chegando num momento de síntese de todo esse trabalho.”

É assim que o diretor de criação resume o atual momento da marca. Momento, aliás, de ótima representação de um luxo realmente brasileiro, mas com apelo global – bem como pede o atual momento do mercado (saturado) de moda.

Clique em nossa galeria para ver looks selecionados da passarela da grife, em desfile realizado nesta terça-feira (14.03), na semana de moda de São Paulo: