Foto: Divulgação Pantone

A cada ano, a escolha da Cor do Ano da Pantone funciona como um termômetro cultural — um reflexo de comportamentos, desejos e movimentos sociais. Para 2026, a Pantone revelou PANTONE 11-4201 Cloud Dancer, um branco natural e estrutural que se destaca pela versatilidade e pela capacidade de permitir que outras cores brilhem. Em um momento em que a cor é ferramenta de expressão pessoal, Cloud Dancer aparece como um tom que harmoniza, contrasta e traz leveza a produtos, ambientes e experiências visuais.

Na moda, o branco discreto atua como base para composições monocromáticas e simboliza um gesto de simplificação — um retorno ao essencial. Símbolo histórico de elegância e pureza, ele surge em peças estruturadas, materiais macios e acolchoados, lãs volumosas e tecidos esvoaçantes como chiffon e jersey. Nos acessórios, a tonalidade adiciona frescor e sofisticação silenciosa, funcionando tanto em tricôs quanto em joias, bolsas e calçados.

Na beleza, Cloud Dancer reforça a estética minimalista contemporânea: unhas brancas, delineadores gráficos, sombras de impacto ou detalhes sutis. Nos cabelos, funciona como statement isolado ou em blocos de cor, sempre associado a uma intenção estética clara.

Foto: Divulgação Pantone

No design de interiores, a cor ganha protagonismo em ambientes que buscam promover descanso, foco e sensação de amplitude. Com sua presença limpa e serena, transforma banheiros, cozinhas e espaços sociais em refúgios visuais, aplicando-se tanto a móveis quanto a revestimentos e objetos decorativos.

Já no design de embalagens e mídias, Cloud Dancer sustenta a estética do minimalismo de luxo — contrastes marcantes, tipografia branco no branco, relevos e materiais sustentáveis como papel reciclado ou fibras moldadas. O branco natural passa a ser mensagem de qualidade, consciência e propósito.

Harmonizando com sete paletas cromáticas disponíveis no Pantone Connect, Cloud Dancer traduz um desejo coletivo por menos excessos, mais calma e mais silêncio. Um apelo por suavidade em um mundo que, nos últimos anos, viveu saturação visual, excesso de estímulos e um ritmo acelerado. A cor se posiciona, assim, como símbolo de um movimento cultural mais consciente, pacífico e equilibrado.