Foto: Divulgação

A designer Paola Vilas escreve contos e poesias que acompanham sua recém lançada coleção, “Quando os olhos fecham, poesia”, que traz a construção de um alfabeto próprio, no qual letras são formadas por corpos femininos.

Além do alfabeto, que pode ser visto aplicado em anéis e medalhas, Paola explora a simbologia das nuvens e casulos como imagens de transformação e força, propondo que o usuário utilize-se deste símbolo para criar um entendimento de que somos seres em constante transformação e para que consigamos enxergar toda a beleza no transformar.

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O conto e poesia criados por Paola possibilitam o entendimento de cada peça de forma lúdica, retratando um sonho vivido pela personagem fictícia Eugênia. Uma mensagem leve e necessária, que aborda temas profundos como o acesso ao inconsciente, cura de traumas, transformação e evolução como seres humanos e, principalmente, como mulheres.

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Eugênia dorme com um caderno ao lado, pois sempre sonha algo que considera importante integrar. Os sonhos revelam, solucionam, rasgam feridas e oferecem caminhos de transformação para curá-las. A personagem registra seus sonhos por meio de escrita e desenho. As letras se esculpem em corpos e formam palavras que viram poesia. Enquanto escreve, ela se aventura entre as nuvens e a realidade.

Leia a poesia abaixo:

“Quando os olhos fecham” – Paola Vilas

“Nuvens são evocações
Poesia em ilimitada liberdade

Vê como as letras se esculpem
Tão longe de razões

Meu corpo é interminável
As palavras me levam para longe daqui.

Durmo em casulo
metamorfose
Perco a rigidez,
Misturo-me com a massa sem forma do infinito

Transformo-me em algo totalmente outro
Qual é o avesso do corpo?

Procuro destino em meus gestos
Estou diluída em todas as presenças

O sol entra em golpe pela fresta da janela.
Desperto.”