NikeLab Packable Windrunner Top x Kim Jones - Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo
NikeLab Packable Windrunner Top x Kim Jones – Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo

Por Luigi Torre 

Moda e esporte andam de mãos dadas faz algumas estações. Prova disso são os sucessos de alguns dos estilistas que melhor representam a atual geração: Alexander Wang, Shane Oliver,da Hood By Air,e o novo queridinho Demna Gvasalia,da Vetements,por exemplo.Na base de seus trabalhos,nada de construções à la couture parisienne, mas, sim, releituras cheias de alguns dos maiores ícones esportivos, há tempos já assimilados pela cultura street. Mas, o que antes era um caminho de sentido único (das ruas e quadras para as passarelas),agora já é uma via de mão-dupla,e grandes marcas de performance viram na parceria com estilistas não só o caminho para o futuro, mas uma enorme oportunidade lucrativa.

“Colaboração é parte integral do nosso processo de design, seja entre os mais de 650 designers ou os parceiros criativos externos. E, neste caso, escolhemos colaboradores que possam nos ajudar a conseguir algo que não somos capazes sozinhos”, diz Jarrett Reynolds, diretor sênior de Design da NikeLab, em entrevista à Bazaar. Para quem não conhece, NikeLab é o braço da Nike (que até 2020 espera vender US$ 5 bilhões) responsável por pensar em projetos além das pistas e quadras,e Jarret é quem supervisiona e viabiliza esse cruzamento fashion-esportivo.“Estamos sempre procurando pessoas que possam nos ensinar coisas novas e nos levar para novos lugares.” Foi o caso dos recortes tons de pele e com tecidos transparentes de uma das primeiras co- laborações fashionistas da label americana (com o estilista brasileiro Pedro Lourenço). Mais recentemente, Riccardo Tisci, diretor de criação de Givenchy, transformou o Nike Dunk em uma espécie de bota, enquanto a estilista japonesa Chitose Abe, da Sacai, aplicou microplissados à famosa jaqueta quebra-vento Windrunner.

Versão da jaquetacom mangas curtas - Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo
Versão da jaqueta com mangas curtas – Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo

É esse mesmo casaco, que nasceu como peça de maratonista e migrou para as ruas de Nova York com os break dancers, nos anos 1980, a principal peça do mais novo colaborador da NikeLab, o britânico Kim Jones, estilista masculino da Louis Vuitton. Com lançamento neste mês, as jaquetas, que ilustram estas páginas, foram desenvolvidas em tecidos superleves e inovadores, para se tornarem verdadeiras roupas portáteis. Em outras palavras, garantem conforto, são fáceis de transportar (têm peso-pena e, quando dobradas, fazem pouquíssimo volume) e ainda levam em conta todas as exigências de um atleta de elite, como maior respirabilidade e resfriamento das áreas do corpo com maior calor durante a corrida.“Não importa o que estamos fazendo e com quem, a função e a performance são sempre nossas prioridades”, diz Jarret.

Funcionalidade, performance, movimento e conforto são qualidades tão ou mais importantes do que a esté- tica em nossos guarda-roupas.Tempo já é luxo dos mais escassos e ninguém mais pode ficar parado.“Estamos bem cientes da crescente influência do esporte na vida das pessoas”, comenta.“Sempre que viajamos, observamos que muitos vão da academia ao trabalho com a mesma roupa. Há tempos, vemos o street style adotando tanto nossos ícones como nossas mais avançadas tecnologias de performance. E é um fenômeno global muito inspirador.” :: nike.com.br/NikeLab

NikeLab Packable Windrunner x Kim Jones,com tecido à prova d’água e que, quando dobrada, pode virar uma bolsa - Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo
NikeLab Packable Windrunner x Kim Jones, com tecido à prova d’água e que, quando dobrada, pode virar uma bolsa – Foto: Marcus Swanson e Flávio Samelo