De um ponto de vista comercial, não há nada de errado com a coleção apresentada pela equipe de estilo no comando da Lanvin até a nomeação de um substituto para Alber Elbaz, antigo diretor de criação. Estavam lá em os blazers oversized de ombros marcados à lá anos 1940, os tecidos metálicos, as calças amplas de cintura alta, babados e metalizados oitentistas e mais uma profusão de rendas, tecidos acetinados e veludos. Todas as principais tendências da estação. O que não estava presente era algo além, aquela sensibilidade e visão de um todo capaz de dar sentido para a cacofonia de estilos que compunham a imagem excentricamente luxuosa desta casa.

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Mas enxergar a moda pura e simplesmente como commodity é uma visão um pouco limitada. Por mais que se trate aqui de uma coleção transitória, sem direção precisa e, por consequência, sem muita identidade. E num mercado tão saturado como o de agora, ter voz própria é pré-requisito básico.