Foto: reprodução
Foto: reprodução

Por Luigi Torre

Neste verão, o vestido que promete ser hit nas festas de fim ano é leve, fresco, prático e sexy. Muito sexy. Ele atende pelo nome de slip dress ou vestido-camisola, em versão abrasileirada, e os motivos são óbvios: ele em pouco se difere das roupas usadas para dormir ou dos forros escondidos como roupa íntima. É que os elementos do boudoir estão em alta – e devem seguir assim por mais um tempo –, bem como a alusão aos anos 1990, década-obsessão da moda atual. Mas vamos por partes.

Foi naquela época que o modelo ascendeu aos holofotes fashion. Eram tempos minimalistas e, com corte em viés, silhueta esguia e alças quase invisíveis de tão finas, o slip dress se tornou respiro feminino em meio à sobriedade então vigente. Vinte e poucos anos depois, o vestido-camisola assume, novamente, posto de peça-chave. Com alguns dos mais influentes estilistas olhando para o legado 90’s, ele dominou as passarelas internacionais de inverno 2015 – das versões rendadas às alongadas e mais modernas, como o bicolor (e já hit de street style) da Céline. Nos desfiles mais recentes de verão 2016, tendo o universo da lingerie como uma das principais tendências, o slip dress seguiu firme e migrou também para as passarelas nacionais. Na edição de inverno 2016 do SPFW, só deu ele: de veludo, rendado, de seda ou em malha fluida.Porém, se antes ele era símbolo do minimalismo fashion, agora as propostas não são tão redutivas. Sim, ele segue como protagonista do look, mas não sem bons coadjuvantes – os quais garantam sua sobrevida em diversas outras situações.

Acessórios statement, como as passarelas mostraram, servem de contraponto para sua imagem leve. Phoebe Philo, por exemplo, combinou-os com bolsas gigantescas, na Céline, e Oskar Metsavaht coordenou-os com pesadas sandálias plataformas em sua Osklen. Praticidade chic para o dia a dia. Produções com peças de alfaiataria, de preferência com proporções oversized ou cortes masculinos, também são recomendadas. E sobrepor com calças, justas ou de corte reto, também ajuda a quebrar qualquer delicadeza exacerbada e transporta a peça para ruas e escritórios. Mas não se esqueça: em todos os casos, um bom body evita franzidos e marcações reveladoras demais.