Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 - Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha
Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 – Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha

Por Luigi Torre

Pense em Giorgio Armani e a primeira coisa que vem em mente é sua alfaiataria. Ok, você não estaria errado se,em vez disso,tivesse se lembrado de alguns de seus longos vestidos que cruzaram os mais importantes tapetes vermelhos do mundo,de sua colaboração com Lady Gaga ou com jogadores de futebol, e até o uniforme das aeromoças da Alitalia. Sim, o estilista já fez de tudo. Mas são os ternos sua maior contribuição para a história e evolução da moda.

“O corte é perfeito, os tecidos são maravilhosos, e a roupa é muito confortável”, explica a empresária carioca Chris Pitanguy, representante perfeita da evolução das supermulheres, que encontraram nos ternos do designer a armadura perfeita para conquistar o ambiente de trabalho nos anos 1980.

Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 - Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha
Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 – Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha

Com 40 anos de uma das mais bem-sucedidas carreiras da moda (italiana e global), Giorgio Armani é um case de sucesso. Sua marca hoje conta dez linhas (Giorgio Armani, a de alta-costura Armani Privé, a masculina Armani Collezioni, a esportiva AE7, Emporio Armani, Armani Jeans, Armani Junior, além de brands de beleza, óculos e decoração), mais uma rede de restaurantes, cafés e hotéis. Tudo administrado de maneira independente, sem investimento de nenhum megaconglomerado de luxo, exatamente como era quando veio ao mundo, em meados da década de 1970.

Demorou alguns anos,contudo,para que seu nome ganhasse proporções jamais imaginadas por ele. Com ajuda de um jovem Richard Gere, no sucesso Gigolô Americano, seus ternos se tornaram símbolo de uma geração. Eram os anos 1980 e seus costumes relaxados, de ombros marcados e formas soltas, quase desestruturadas, se tornavam a melhor e principal expressão do fenômeno hoje conhecido como power dressing.

Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 - Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha
Chris Pitanguy veste ternos Giorgio Armani verão 2015 – Foto: Adriano Russo, styling Sara Francia e direção criativa Armando Palha

Armani relaxou o costume ao remover e dar leveza aos forros, trabalhar com cores mais suaves e tecidos leves e macios, como o linho. Vestir seus modelos era sinal de sucesso – profissional e pessoal. Foi também quando começavam a surgir as primeiras mulheres em altos (e poderosos) cargos. Suas formas confortáveis, então, eram a tradução da dualidade presente em suas vidas: força quase selvagem para sobreviver às reuniões da diretoria, mas conforto e delicadeza no caimento fluido. Qualidades que transcenderam o tempo e continuam a conquistar, fortalecer e acompanhar mulheres de todos os tipos em qualquer ocasião.