No ano em que celebra 20 anos, a marca vai além do jeans e camiseta - Foto: reprodução
No ano em que celebra 20 anos, a marca vai além do jeans e camiseta – Foto: reprodução

Por Luigi Torre

“Somos uma marca com 20 anos de história. Nosso consumidor, que tinha 15 anos lá no começo, agora tem 35. Ele cresceu, a marca também.” É assim que Alberto Hiar comemora as duas décadas da etiqueta que fundou ao lado de Iggor Cavalera, lá em 1995: sem nostalgia e com olhos fixados no futuro. E o que nasceu como uma marca de camisetas, e se tornou referência no mercado de jeanswear, agora começa a alçar seus primeiros voos rumo ao mercado internacional. Primeira parada? A América Latina – com uma nova base no Peru, localidade estratégica para comércio e distribuição nos demais países da região. Na mala? Um produto com o mesmo DNA, mas, agora, com mais qualidade.

“Era o próximo passo necessário: ou buscava um diferencial de mercado ou o mercado acabava comigo”, explica Alberto. O diferencial, no caso, foi sair mundo afora em busca de novos fornecedores e materiais. Era 2010, e o mercado nacional começava a sentir o impacto da chegada em peso de gigantes do luxo internacional e das fast fashions. “De repente, não estava mais concorrendo só com outras marcas nacionais, e os consumidores também já não pagavam o que não vale, estavam mais conscientes e tinham acesso a todo tipo de produto – bastava um clique. A solução foi unir nosso trabalho autoral e nosso lifestyle a outros materiais.”

O processo levou algum tempo para se concretizar. Os primeiros resultados apareceram na coleção de inverno 2014. Ao resgatar suas origens libanesas, mais todo um repertório árabe dos países da região, aproveitou a proximidade da rota da seda para oferecer peças no material trazido exclusivamente de lá.

Para o verão 2016, vêm da Índia alguns dos bordados artesanais que se dividem com as estampas em referência à cultura indígena. São peças limitadas, que demandam maior tempo e cuidado em sua produção, o que acaba elevando o custo final e reduzindo a oferta.

“Fazemos desde 2 peças até 5 mil peças de um mesmo modelo. É isso que garante a sobrevivência da marca. É tal mix de produtos que lhe dá relevância no mercado – e em nossos guarda-roupas. Sem perder sua essência urbana, fortemente conectada às cenas musicais e underground de São Paulo, a marca agrada do jovem da Galeria do Rock à galerista viajante do mundo. O segredo, diz Alberto, está na mistura entre clássicos e statements, que fazem de um look, um hit. “De ambos, a Cavalera está cheia.”

*A matéria na íntegra você acompanha na edição de agosto da Bazaar, que já está nas bancas. Acesse também assinebazaar.com.br para receber os próximos exemplares em casa.