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A Riachuelo amplia seus investimentos em sustentabilidade e inovação na indústria têxtil. Na última semana (26.03), a marca apresentou o primeiro jeans brasileiro com elastano feito a partir de cana-de-açúcar. Agora, dá mais um passo nessa direção com o lançamento, no dia (01.03), de uma colaboração com Marcelo Sommer, fundador da marca Uó upcycling.

Batizada de POOL LOOP, a primeira mini-coleção chega com venda exclusiva na loja da marca em Pinheiros e ressignifica peças e sobras têxteis da Riachuelo a partir da estética jovem e autoral do designer.
A proposta da linha funciona, neste primeiro momento, como um laboratório, com potencial de evolução e ganho de escala. Baseada no conceito de upcycling, a iniciativa busca democratizar a prática e colaborar com nomes relevantes da moda nacional.

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“Eu sempre sonhei em fazer upcycling em larga escala. Este é um dos grandes desafios da moda. Fiquei muito feliz com a repercussão positiva do último desfile da Uó Upcycling, na edição N60 da São Paulo Fashion Week. É muito interessante ver as pessoas desejando uma peça de upcycling como desejam uma peça nova. Upcycling não é tendência, é um comportamento necessário. Este projeto cria o encontro entre dois mundos: o slow fashion e o fast fashion”, afirma Marcelo Sommer.

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“Nossa união nasce de um desejo em comum de escalar a técnica de upcycling, mostrando que é possível trabalhar com moda ressignificada no grande varejo. Muitas pessoas quiseram comprar as peças do desfile do Marcelo e não conseguiram. Do nosso lado, o desafio é encontrar soluções criativas para as sobras, que fazem parte do modelo de negócio, dado o tamanho da nossa operação. A ideia é criar um futuro em que essas sobras sejam automaticamente absorvidas por essa nova linha. Queremos aprender com o Marcelo e ensinar nossa fábrica a fazer roupa a partir de roupa. Isso é inédito e extremamente potente”, diz Taciana Abreu, diretora de sustentabilidade da Riachuelo.

Com 100% dos resíduos têxteis da fábrica reaproveitados, a mini-coleção conta com 16 modelos em aproximadamente 150 peças e nasce com o objetivo de explorar novas possibilidades com o resíduo, visando um comportamento de compra mais consciente.Tudo isso nasce da urgência de pensar alternativas onde a cadeia do consumo da moda nacional explore alternativas para a linha de produção.

Nesse contexto, o projeto se conecta a outros avanços recentes da Riachuelo em inovação de materiais, como o desenvolvimento do primeiro jeans brasileiro com elastano feito a partir de cana-de-açúcar, em substituição a derivados de petróleo. Ao articular soluções circulares com novas matérias-primas de menor impacto, a marca dá um passo consistente na direção de uma cadeia mais responsável, onde inovação e escala caminham juntas.