Desfile Ágatha/Foto: Lucas Landau

Por Sylvain Justum

Eis o caso de uma grife em pleno boom comercial e criativo, que vai ganhando estofo em todos os sentidos.  A Ágatha cresce a olhos vistos, em plena transição de estilo e público-alvo. De moda fast e comum, feita para moças mais jovens, passa a integrar o time das mais desenvolvidas, que sabem o que querem e exigem algo a mais. A coleção de inverno é prova desse movimento.

Rica em texturas, foca em brilhos tecnológicos, como o preto cintilante que lembra asfalto, ilustrando que a coleção tem caráter urbano assumido.

Entre referências esportivas nas parkas e ponchos matelassados, couro preto de pegada biker e macacões em alfaiataria solta, o destaque vai para os lindos tricôs de ponto largo, feitos à mão e com volumes surpreendentes. Os de Aline Weber foram parar nos ombros, o de Daiane Conterato – ela anda ganhando ótimos looks nesta temporada – tem pinta de casulo, no vestido vermelho combinado com bota e viseira da mesma cor.

É ótimo também o tricozão de gola rulê usado com calça de couro recortada, look prático, aconchegante e cheio de atitude. Tudo bem street.

O bloco das peças em musseline menta-lavada é de uma delicadeza ímpar. Tem que prestar atenção no patchwork de tiras bordadas que compõem os looks.

A coleção é toda assim, cheia de microtexturas, às vezes em plaquinhas que mais parecem escamas, em outra, felpudas, como nas entradas decoradas com crinas. A jaqueta em náilon e couro preto em matelassê, cheia de fios na barra e no capuz é hit certo.

MELHOR LOOK: O total red de Daiane Conterato, composto de vestido de tricô grosso, viseira e bota de croco

ACESSÓRIO: Queremos a viseira de croco marrom! Toque esportivo e sofisticado em qualquer look

TRILHA: Juntar valsa clássica e Pink Floyd não é para qualquer um. Aqui, deu supercerto!

MODELO: Marcelle Bittar platinada está linda de morrer