(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

Por Luigi Torre

À primeira vista, o trabalho de Riccardo Tisci à frente da Givenchy pode parecer essencialmente gótico, sombrio até. Mas, na verdade, sua visão é bastante romântica. “Os melhores resultados sempre vêm quando você sente que o processo criativo saiu de um lugar de amor”, começa ele, em entrevista à Harper’s Bazaar Brasil. De fato, no ano em que comemora 10 anos na direção de criação da maison, foi com elementos muito próximos de suas paixões e memórias que transformou uma marca, então decadente, numa das mais poderosas do mundo.

68-69---ESTILO_GIVENCHY-4

Foi sob seu comando que não só a Givenchy, mas todo o mercado começou a prestar mais atenção no que acontecia nas ruas (foi ele quem lançou a coqueluche fashion dos moletons deluxe, por exemplo); que os castings se tornaram mais abrangentes e democráticos (ele foi pioneiro ao colocar uma transexual numa campanha e sempre fez questão de olhar para todos os tipos de beleza); e que antigas convenções sobre moda e luxo caíram por terra e, finalmente, se renovaram. “Não acredito em fórmulas”, diz. “Se você olhar para os grandes negócios de moda, eles foram todos construídos com modelos distintos. Se o street é tão importante para nós, é, simplesmente, porque é uma grande parte de quem eu sou. O que eu dei para a Givenchy é parte desse paradoxo, a contínua tensão entre alta-costura e street style.”

Leia mais na edição de agosto da Harper’s Bazaar Brasil. 

Para continuar as comemorações, nós recolhemos alguns depoimentos de amigos de Tisci.

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

“Eu conheci Riccardo dez anos atrás quando eu fui em seu primeiro desfile em Milão. Ele estava começando com sua pequena marca, mas eu imediatamente reconheci que estava de frente para um grande talento. Eu fico muito orgulhosa que hoje ele é reconhecido por esse talento. Ele também é um grande e leal amigo.”

Carine Roitfeld, diretora de moda global da Harper’s Bazaar. 

glenda
(Foto: Getty Images)

“Riccardo é tão forte como designer como uma força da cultura pop. Ele chama seus admiradores de sua “gangue”, e eu me sinto honrada de ser um membro.”

Glenda Bailey,  editora-chefe da Harper’s Bazaar US.

lea-t

“Sou grata pelo Riccardo ter sido o primeiro a me dar a oportunidade de modelar. Com isso, ele contribuiu para o tema da transexualidade virar pauta no mundo.”

Lea T., modelo e amiga do estilista. 

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

“Riccardo não é somente estilista,  ele é arte. Ele tem integridade, sinceridade, lidera como poucos, é sempre provocativo. Ele faz “o”  mix de religião, sexualidade, família, amigos, animais, cores,  amor e amores. ”

Marina Morena, empresária e consultora de imagem.

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

“O desfile dele em 2008 foi um dos mais importantes e emocionantes da minha vida. Além de abrir o desfile, que no momento era o que eu mais queria, ainda tive a oportunidade de conhecer uma pessoa excepcional em todos os sentidos. Um gênio! O que mais me encanta é seu bom humor e a naturalidade com que circula entre o glamour e a simplicidade.”

Ana Claudia Michels, modelo.