colar

Antes mesmo de criar seus famosos projetos, como a Casa de Vidro e o MASP, Lina Bo Bardi desenhou em 1947 o que seria uma coleção de joias tipicamente brasileira. Sempre valorizando a importância de quartzos, malaquitas e turmalinas, ela deu vida a um colar histórico, feito com cascata de águas-marinhas e que, tragicamente, foi roubado em 1986.

Trinta anos depois, a peça ganha reedição no projeto Joia de Artista, que surge devolvendo a peça ao Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Desenvolvido pela Talento Joias, o projeto recriou dez peças no total, todas numeradas e certificadas, e contou com a colaboração do Instituto, da equipe de designers e ourives, do curador Waldick Jatobá e da co-curadora Johanna Birman, da diretora de arte Maru Widen e do design de Claudia Moreira Salles, que criou um estojo inspirado na cadeira Frei Egídio, da autoria de Lina, para acomodar ou expor as peças como obras de arte que são.

A ideia é que ao longo de cinco anos, o projeto preste homenagem a uma artista brasileira por ano em ações parecidas. Além disso, a Talento realizará uma exposição itinerante pelo Brasil levando o colar e a história para outras regiões.