Mother of Pearls: grife britânica é queridinha do slow fashion - Foto: Divulgação
Mother of Pearls: grife britânica é queridinha do slow fashion – Foto: Divulgação

Atualmente, já é muito frequente a discussão a respeito da sustentabilidade no universo da moda. A conscientização em favor da redução do consumismo e do descarte exagerado de peças estão entre os principais objetivos desse movimento, conhecido como slow fashion.

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Esse conceito passa por diversas variáveis, em especial abrangendo a ideia de que “menos é mais”, com foco na valorização das peças e no uso da criatividade na composição de looks. Inspirado no conceito slow food (que combate o consumo excessivo de alimentos industrializados), o slow fashion alcança pessoas de forma que elas passem a consumir a moda mais conscientemente, ou seja, comprando somente o necessário e reaproveitando peças e acessórios antigos/usados.

Slow fashion X fast fashion
Se de um lado temos o incentivo de um consumo rápido, especialmente das tendências e inovações do mundo da moda, conhecido como fast fashion, do outro temos a conscientização socioambiental e sustentável dos meios de produção, incluindo o respeito à matéria-prima, que é o movimento slow fashion.

Aqui no Brasil, a estilista Flavia Aranha é referência de slow fashion e sustentabilidade - Foto: Caio Ramalho
Aqui no Brasil, a estilista Flavia Aranha é referência de slow fashion e sustentabilidade – Foto: Caio Ramalho

Entre os pontos principais a se destacar nessa comparação, é possível identificar que o conceito de slow fashion não se aplica somente ao que você tem no guarda-roupa, embora seja este o ponto de maior importância do movimento. Mas, também pode ser visto no excesso de calçados, acessórios e itens de maquiagem, que também aparecem no topo do consumismo feminino, principalmente.

Como aderir ao slow fashion?
Um dos pontos mais interessantes do conceito slow fashion é a facilidade na adesão do movimento. Conscientizar-se de que a indústria da moda rápida e do consumismo promovem maior produção de lixo, estimula o trabalho escravo e aumenta a emissão de gás carbono no ambiente, é o primeiro passo para mudar de hábito no excesso de compras.

Outro degrau que auxilia muitas pessoas a chegarem ao consumo consciente está na identificação do seu próprio estilo. Dessa forma, com um estilo definido, a pessoa não é mais atraída por qualquer tipo de lançamento e/ou novidade, mas foca apenas no que cabe em sua personalidade e gosto.

Dentro dessa nova realidade, é a hora de separar o que fica e o que vai embora do guarda-roupa. As peças universais, aquelas que podem ser usadas em diferentes composições, ficam: calças jeans, blusas femininas para o dia a dia, e os calçados neutros e confortáveis são alguns bons exemplos. Mas, aqui o foco é: posso usar essa peça novamente? Se a resposta for não, ela deve ir embora!

Na linha de acessórios, Lane Marinho é referência nacional no segmento - Foto: Divulgação
Na linha de acessórios, Lane Marinho é referência nacional no segmento – Foto: Divulgação

Como se desfazer e como comprar novamente?
Existem várias formas de se desfazer dos excessos de roupas que não atendem mais ao seu estilo. Uma delas é doar roupas para quem precisa. Outra maneira é trocar peças com amigas e, ainda, há quem faça um bazar e coloque à venda as peças extras.

Isso significa que nunca mais você poderá comprar uma peça nova?
De forma alguma. Mas o ideal na hora da próxima compra é adquirir somente o essencial, principalmente de marcas que já aderiram ao slow fashion em suas propagandas e produção, bem como de bazares e brechós, que têm foco no reaproveitamento de peças que não são mais usada por seus primeiros donos.

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