As bolsas tecnicolor da Paula Cademartori - Foto: reprodução
As bolsas tecnicolor da Paula Cademartori – Foto: reprodução

As bolsas da Mansur Gavriel são quase tão procuradas quanto uma Birkin. Na verdade, desde que foi colocada à venda, no início de 2013, ela passou mais meses esgotada do que disponível para compra. Principalmente o modelo saco, em couro curtido em tons terra, rosa, vermelho, azul ou preto, e em tamanhos diferentes – que agora também é produzido em lona. De fato, mesmo que, uma temporada atrás, Rachel Mansur e Floriana Gavriel começaram a introduzir bolsas de ombro e mochilas ao seu repertório,  o modelo chave ainda seguiu sendo desejo absoluto.

Para adquirir uma, é necessário entrar em uma lista de espera, tanto no website da marca quanto nos pontos de venda exclusivos: Neiman Marcus, Bergdorf Goodman, Barney, Colette e Net-a-Porter. Com esse sucesso avassalador, a Mansur Gavriel ganhou, neste ano, o prêmio Swarovski de melhor marca de acessórios, pelo CFDA. Rachel e Floriana se conheceram por acaso em um concerto em Los Angeles, em 2010, e agora possuem uma empresa que emprega seis pessoas em tempo integral  e anunciam que seus planos imediatos incluem expandir a oferta com roupas e sapatos. Ainda que seja difícil projetar algo no mesmo modelo, o duo estuda uma fórmula a forma de venda que irá explorar a criação de novas versões de seu principal produto.

Uma experiência semelhante é vivida pela brasileira Paula Cademartori. Suas originais bolsas de alça curta viraram sensação há duas temporadas e a posicionaram no mercado fashion. Os modelos coloridos que levam a assinatura da desenhista naturalizada italiana fazem sucesso entre celebridades e fashionistas. Uma linha de chaveiros, clutches e sapatos também estão disponíveis, mas o carro-chefe, bom… nem precisamos citar novamente, né?

Os modelos com lista de espera da Mansur Gavriel - Foto: reprodução
Os modelos com lista de espera da Mansur Gavriel – Foto: reprodução

Nomes como Thierry Lasry, Anna-Karin Karlsson e especialmente Linda Farrow se destacaram no mundo da moda graças às suas coleções de óculos. Assim como Piers Atkinson ou Maison Michel e seus cocares e diademas. Seguem o mesmo caminho Bella Freud e suas camisetas, que ganharam o coração e o closet de Alexa Chung, as tees de Zoe Karssen, que conquistaram Rihanna, ou as sandálias romanas da Ancient Greek Sandals, que combinam perfeitamente com vestidos da Erdem.

Na mesma linha se encontram a britânica Shrimps e a italiana Mr and Mrs Furs. A primeira baseia seu negócio em acessórios de pelo sintético. A segunda, em parkas cobertas com pele de raposa tingida. Ambas se firmaram entre as grandes empresas em apenas uma temporada. Weiland Hanna, da Shrimps, se infiltrou em portais de luxo, como o Matches  e o My Theresa, através de suas estolas e casacos – agora copiados por Michael Kors. Já as parkas de Alessia Giacobino (Mr. and Mrs. Furs) custam entre € 4 mil e € 10 mil e são disputadas entre editoras de revistas e blogueiras. A grande questão é saber se as duas marcas vão saber gerir o sucesso e seguir com o mesmo êxito quando criarem além das peças-chave.

Charlotte Olympia e Olympia Le-Tan começaram da mesma forma, embora a maior parte do seu volume de negócios sigam sendo os inconfundíveis loafers e suas bolsas de mão de origem fun, respectivamente.

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