Salgabeach  - Foto: Reprodução/Instagram
Salgabeach – Foto: Reprodução/Instagram

Por Thalita Peres

Lutando contra a desigualdade de gênero, as pequenas marcas comandadas por mulheres buscam seu espaço perante o universo sexista do mundo da moda. Segundo uma pesquisa realizada neste ano pelo Council of Fashion Designers of America (CFDA), apenas 41% das grifes contam com uma mulher no comando.

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A Harper’s Bazaar Brasil listou três pequenas marcas lideradas por mulheres, que produzem joias, beachwear e lingerie com pegada sustentável, e que participam de todas as partes do processo de criação das peças no conceito slow fashion.

Estúdio Éter (@estudio_eter)

Estúdio Éter  - Foto: Reprodução/Instagram
Estúdio Éter – Foto: Reprodução/Instagram

Com 12 anos de bagagem no jornalismo, a paulista Daiana Dalfito buscou novos horizontes e projetos de vida ao lançar a marca de joias Estúdio Éter, em setembro de 2017. É ela quem faz as pesquisas, desenvolve as peças, desenha, produz e cria a comunicação, que tem pegada atemporal e conceito slow fashion.
“Procuro comprar de uma cadeia produtiva mais consciente e cuidar para que meus processos de produção tenham o mínimo de impacto ambiental possível com, por exemplo, reaproveitamento de materiais e descarte responsável”.

PRO Me Lingerie (@promelingerie)

PRO Me Lingerie  - Foto: Reprodução/Instagram
PRO Me Lingerie – Foto: Reprodução/Instagram

Nascida no Rio Grande de Sul há quase dois anos, a PRO ME Lingerie quer que as mulheres se sintam à vontade com o corpo, com grade que vai do PP ao GG e com encomenda para tamanhos maiores. “Eu e a marca somos feministas, mas percebo que parte do público ainda é composto por mulheres que desconhecem o feminismo ou ‘são alheias’ a isso. Então tentamos ser um pequeno prego no muro do machismo”, contou Morgana Schütz que está no comando e cuida de todas as etapas, de criação à finanças, passando pelo marketing e costura.

As ações em prol da sustentabilidade são três: os resíduos têxteis se transformam em preenchimento de caminhas para cachorros abandonados da ONG local “Projeto Vidda”, os elásticos e rendas das peças são produzidos no Brasil e, agora, a marca começou a trabalhar com algodão orgânico tingido manual e naturalmente.

Salgabeach (@salgabeach)

Salgabeach  - Foto: Reprodução/Instagram
Salgabeach – Foto: Reprodução/Instagram

Amanda Engler cuida da criação, escolha de matéria-prima, desenvolvimentos da ficha técnica e estampas, campanhas, negociações com fornecedores e revendedores, e assessoria de imprensa da Salgabeach. Depois de se formar em moda e trabalhar com Thomaz Azulay, na época na Blue Man, decidiu que era hora de abrir seu próprio negócio e deixar as areias de Ilhabela, sua cidade-natal, ainda mais quente.

“A marca é um reflexo meu. Não uso embalagens plásticas, aposto em tecidos biodegradáveis da tecelagem Santaconstancia, além de repaginar modelos que sobraram da última coleção. Recentemente, mudei a identidade visual da marca e, com as tags antigas, pretendo reciclar o papel e transformar em cadernos para presentear as clientes”.

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