Susie Cave - Foto: Divulgação
Susie Cave – Foto: Divulgação

Ele é puro rock’n’roll. Aos 50 anos, ainda mantém a vivacidade dos grandes olhos verdes, os fios negros, e a atitude dark, cavernosa. Mimetismo com o marido, o australiano Nick Cave, ou apenas encontro de almas, a verdade é que Susie Cave (Susie Bick, antes do casamento com o músico) encarna perfeitamente o papel de mulher do vampiro.

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“Cresci no Malauí, onde morei até os 7 anos de idade. A África ficou gravada para sempre na minha memória – o estranho, exótico, a infância livre -, que acabou se transformando num final triste quando minha família se mudou para Londres”, conta Susie à Bazaar. “Londres e Malauí não poderiam ser mais diferentes e confusos para mim naquela época. Tive dificuldades com os estudos e me mudei de escola inúmeras vezes grande parte da minha vida, até abandonar tudo e me mudar para o Japão para trabalhar como modelo. Tive uma infância caótica”, revela.

Foto: Divulgação
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A carreira como modelo começou em Londres, mas decolou mesmo no Japão. Descoberta nos anos 1990, aos 14 anos, por Steven Meisel em um voo para Nova York, Susie começa a trabalhar na área um ano mais tarde. Clicada pelas lentes de David Bailey, Sarah Moon, Guy Bourdin, Helmut Newton e Nick Knight, ela alterna entre as passarelas de Alaïa, Dior, Versace, Saint Laurent e Vivienne Westwood.

“As melhores lembranças dessa época vêm dos desfiles de Vivienne: ‘perigosos’, ultrajantes e subversivos. Vivienne me ensinou como a subversão pode ser perturbadora em todos os sentidos. Ela permanece como uma grande influência para mim”, diz.

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Mesmo com a carreira de modelo encerrada aos 28 anos, época em que conheceu o marido, ela ainda participou do longa “Love is The Devil”, de John Maybury (1998), e posou para a capa do álbum “Push the Sky Away” (2013), de Nick. Em 2015, uma tragédia se abate sobre a família Cave: um dos gêmeos do casal, Arthur, de 15 anos, cai de um penhasco após consumir LSD. Para superar a triste perda, a modelo mergulha na marca que havia criado um ano antes, The Vampire’s Wife.

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Vestidos longos de seda, cetim e veludo em estilo vitoriano, envoltos numa aura de glamour e de vampirismo, são o motto da marca. “Adoro estampas Liberty, tenho uma relação especial com tecidos. Sempre envio meu marido ao salão Première Vision, em Paris, para caçar coisas novas: ele sempre volta com sacolas e sacolas cheias de coisas maravilhosas. Tecidos são o forte dele!”, diz. “Amamos as cores do balé russo, de ovos de Páscoa, sorvetes, joias, beija-flores e cenas de crime”, detalha.

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As peças, feitas na Vampire’s Wife Factory, na Varsóvia, e as coleções não seguem um calendário fixo, saem de acordo com seus ciclos de inspiração e são vendidas online. “O sucesso da marca veio com o digital. Tenho acesso a milhões de pessoas no Instagram. As formas convencionais de propaganda e marketing estão morrendo diante de nossos olhos”, diz ela, comemorando o número de fãs que não para de crescer. Entre elas, Dakota Johnson, Lily James, Florence Welch, Elisabeth Moss, Sienna Miller, Alexa Chung, Cate Blanchett e Kylie Minogue.

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