Bazaar no backstage da Triya, minutos antes de o desfile começar - Foto: Paulo Reis
Bazaar no backstage da Triya, minutos antes de o desfile começar – Foto: Paulo Reis


Por Sylvain Justum

Em clima glam rock e new wave, a Triya quer falar da força da mulher de hoje, mas é na estética dos anos 1970 e 1980 que reside a alma de seu verão 2014. Pense em David Bowie na pele de Ziggy Stardust e nos clipes de Duran Duran na fase Girls on Film – trilha do desfile, inclusive.

Com pitadas artsy na estamparia, a grife paulistana decora seu beachwear com as rosas de M.C. Escher – em prints enormes nos maiôs e em formato de brinco de acrílico – e os lábios de Linder Sterling – nas hot pants e nos cropped tops, além de brincos e anéis. Da fotografia de Helmut Newton, resgata o culto ao corpo, com a atitude de femme fatale, amarrações de corselet nas costas das calcinhas e tops, além de vazados gráficos localizados para matar. O top tomara que caia de metal de Micheli Provensi, no molde de seios nus, é pura provocação.

O clima todo é meio kitsch, com cores berrantes, efeitos holográficos e refletivos e construções rebuscadas, nem sempre de fácil digestão. Os caftãs são ótimos, em especial o trompe l’oeil de Alicia Kuczman, que reproduz o corpo nu feminino, com direito a mãozinha na cintura e tudo.

Uma piscadela surrealista reforçada pelo olho (de Dalí? Ou grego, para afastar mau agouro?) que estampa um dos blocos da coleção. Para pisar firme, plataformas altíssimas, de verniz ou holográficas. Os cabelos arrumados curtinhos deram o toque de classe que faltava para completar a diversão toda.

O look
Caftã branco com estampa de corpo nu na frente, em trompe l´oeil, e costas de tule todinho transparente. Abusado.

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