Victoria Sayeg com joias criadas por ela e vestido Cris Barros - Foto: Harper's Bazaar Brasil / Erico Toscano
Victoria Sayeg com joias criadas por ela e vestido Cris Barros – Foto: Harper’s Bazaar Brasil / Erico Toscano

Por Ligia Carvalhosa

Victoria Sayeg não gosta de regras. Prefere ousadia.“Proponho uma mistura mais moderna de materiais, que foge do padrão e não segue paradigmas do mercado”, diz. Não foi à toa, então, que se tornou um dos nomes mais proeminentes do segmento de joias. Suas peças são opulentas, ainda que delicadas, têm design orgânico e conjugam ouro, prata, pedras brasileiras e brilhantes. “São joias autorais, de personalidade”, comenta, sobre a atitude que nada difere dela mesma.A começar pela maneira como resolveu aprender joalheria.

Formada em Administração de Empresas, trocou o mercado financeiro pela rotina de visitar pequenos ateliês no centro de São Paulo. A proposta era estudar com ourives e artesãos que fazem das pedras e ligas um estilo de vida. Em pouco tempo, desenvolveu abordagem e estética pessoais, que caíram no gosto de mulheres que, como ela, são ávidas por novidade. Técnicas artesanais e prototipagem 3D são a base da criação das peças que desenha de próprio punho.“Gosto da tecnologia, mas também acredito que o trabalho manual é algo intrínseco à joalheria.” O resultado é forte, um tanto assimétrico e incomum, luxuoso sem cair no clichê. Daquelas peças para serem usadas com jeans e camiseta e não só nos salões de festa.

Bracelete de prata, brilhantes, topazio e sodalitas (R$ 1.890); brinco de caranguejo em prata, onix, brilhantes, apatitas, topázio azul e lápis lazuli (R$ 1.290); e brincos de ouro amarelo, prata, safiras azuis, brilhantes, topázios e sodalitas (R$ 1.990) - Foto: divulgação
Bracelete de prata, brilhantes, topazio e sodalitas (R$ 1.890); brinco de caranguejo em prata, onix, brilhantes, apatitas, topázio azul e lápis lazuli (R$ 1.290); e brincos de ouro amarelo, prata, safiras azuis, brilhantes, topázios e sodalitas (R$ 1.990) – Foto: divulgação

“Sou muito parecida com a minha cliente, jovem e ativa. O que crio é para ser incorporado na rotina, não é nada muito formal.” Para sua primeira coleção, buscou inspiração no mar das Filipinas. De lá trouxe conchas, caranguejos, peixes e algas – em releituras nada caricatas, é claro. “Liberdade de criação tem a ver com meu estilo, gosto de mudar, não sou estática e não tenho medo de experimentar.” Vem dessa inquietude a vontade de lançar coleções-cápsula ao longo do ano, enquanto mantém uma linha atemporal para ser usada aos montes, sempre combinadas a peças mais emblemáticas. Victoria atende com horário marcado em seu ateliê no Itaim, além de armar trunk shows pelo País.

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