Foto: Divulgação

Uma das figuras mais fortes e importantes do mundo da moda completa 80 anos nesta quinta-feira: Vivienne Westwood. Nascida no Reino Unido, a estilista é conhecida como a maior percursora do estilo punk na moda e defensora de causas essenciais para um mercado fashion mais justo, incluindo com ações sustentáveis.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

O trabalho de Vivienne no mundo da moda teve início em uma parceria com seu antigo parceiro, Malcolm McLaren. Durante os anos 1970, o casal comandou a boutique Kings Road, que teve vários nomes ao longo dos anos, como Let It Rock; Too Fast to Live, Too Young to Die; Sex; e, durante a era punk, Seditionaries.

Na mesma época, Mc Laren era produtor da banda Sex Pistols e os caminhos da banda e do estilo de Vivienne ficaram ainda mais entrelaçados, resultando na denominação de “mãe da moda punk” para a estilista. Vestidos emblemáticos, padronagens tartan, peças presas por alfinetes, jaquetas de couro e camisetas rasgadas são alguns elementos da época que continuam no DNA das criações de Vivienne.

Na década de 1980, o casal se separou e Vivienne ficou responsável pela loja, na época chamada Worlds End – nome que carrega até hoje.

Em 1981, a estilista cria sua primeira coleção, chamada “Pirates”, inspirada nos códigos característicos dos piratas do século XVII. No ano seguinte, sua marca desfila em Paris, intensificando a presença de seu nome no mundo da moda e seu trabalho com a história da moda e do mundo.

Seu impacto na cultura inglesa é tão profundo que, aos 64 anos, ganhou o título de Lady da Rainha Elizabeth II – ocasião que criou uma imagem icônica a ousadia do seu estilo pessoal: ao se virar para os paparazzi para fotos da cerimônia, revelou que por baixo da saia não usava nenhum tipo de lingerie.

O DNA

Vivienne Westwood: a trajetória transgressora da estilista britânica
Foto: Reprodução/Instagram/@viviennewestwood

Desde a época da boutique britânica, Westwood provava seu dom em criar moda com os códigos britânicos (como alfaiataria e itens clássicos, incluindo o corset) sem deixar de confrontar a sociedade e a política britânica. Suas roupas e acessórios se tornaram símbolo de manifestos, transgressão e tradição, em um mix único e reconhecível em qualquer momento da história da moda.

Vivienne Westwood é a prova de que não há inovação sem conhecimento do passado. O estilo vanguardista criado pela estilista está todo permeado na história britânica, com referência a roupas usadas no século 19 pelas inglesas, à imagem da monarquia e à todo o cenário cultural pelo qual ela transitou ao longo dos anos.

Ativismo fashion

Vivienne Westwood: a trajetória transgressora da estilista britânica
Foto: Reprodução/Instagram/@viviennewestwood

Questões políticas, sociais e ambientais nunca ficaram de fora das roupas criadas pela estilista. Hoje em dia, seu marido, o estilista austríaco Andreas Kronthaler, comanda a direção criativa da marca, mas Vivienne não deixa de lado sua função de advogar por questões atuais.

A sustentabilidade é um dos assuntos mais comunicados pela grife, mas questões como a liberdade do fundador da WikiLeaks, críticas às políticas de combate ao terrorismo, fim do uso de pele animal e uma parceria de longa data com o PETA já permearam suas criações.