(Foto: divulgação)
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Por Giuliana Mesquita

A terça-feira (28.07) começou animada no mundo da moda. Acontece que a Saint Laurent anunciou que volta ao mercado da alta-costura – mas não da maneira que a gente conhece. No dia 22 de janeiro de 2002, a Yves Saint Laurent apresentou sua última coleção couture, que fechou as portas do ateliê junto com a aposentadoria do estilista. Com a entrada de Hedi Slimane na direção criativa, em 2012, a marca começou uma reforma do Hôtel de Sénecterre capitaneada pelo estilista, onde se encontram os dois novos ateliês de alta-costura da marca: o L’Atelier Flou fica responsável pelos vestidos, e o L’Atelier Tailleur pela alfaiataria.

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A alta-costura volta com um porém: além de não se apresentar mais na Semana de Moda de Alta Costura, não basta apenas ter o dinheiro. A Yves Saint Laurent (sim, o Yves volta para o nome da linha, em homenagem ao fundador da marca) só vai produzir para amigos de Hedi Slimane. “A marca só será usada para ‘amigos da casa’, homens ou mulheres, roupas para o dia ou para a noite. Hedi decide caso a caso. Diferente de uma coleção de couture, a linha será ainda mais exclusiva”, comenta um executivo da casa, em comunicado oficial.

Assim como a Givenchy, que desde 2013 saiu do calendário de alta-costura e produz peças exclusivas para amigos da marca (para red carpets e afins), a Yves Saint Laurent abre precedente para a criação de um novo tipo de couture: sem o selo de aprovação da Chambre Syndicale de la Haute Couture, mas mais adequada aos dias de hoje.

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Com a notícia de que a alta-costura reabriria, Hedi lançou uma campanha batizada de Rue de L’Université – o endereço dos ateliês – com as já icônicas fotos em preto e branco e o estilista atrás das câmeras.

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