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Por Diogo Rufino Machado

Zebra Fashion Studio: se você curte moda é bom anotar e guardar esse nome. Dificilmente pararíamos para falar de um estúdio de moda em específico, porque há inúmeros por aí, se ele não tivesse realmente se destacando no mercado, na moda e no cenário nacional e internacional.

Pois é, Zebra, criado por Andressa Castaman e Guilherme Schneider, está dando o que falar, mas antes de contar o porquê, vamos lhes explicar melhor o que é o trabalho do estúdio, pois, além de algo novo, acreditamos que nem todos ainda conheçam esse trabalho focado em design 3D.

O mercado tem convergido para o digital e isso é um passo natural da evolução. Logo menos, marcas serão totalmente digitais ou ao menos híbridas, por isso estar a par dessa situação não significa ser inovador, mas sim se estabelecer dentro de uma área que já é realidade. Logo, a atuação desses estúdios está na soma a na interseção entre o material e o imaterial, criando peças totalmente digitais.

Basicamente funciona mais ou menos assim, o estúdio cria peças de roupa e acessórios, monta coleções, cria experiências e desenvolve campanhas totalmente digitais e em 3D para marcas nacionais e internacionais. Mas qual a vantagem disso?

Primeiramente, temos de ressaltar a economia. A criação de peças pilotos sem o consumo de materiais, gera menos gastos a marcas e empresas. E de quebra há a questão ambiental, pois menos resíduos são gerados.

O marketing pode ser mutável. A mutabilidade do marketing cria possibilidades infinitas de alterações de campanhas e editoriais, tornando campanhas eternas e flexíveis.

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Fazer testes de adesão permitindo verificar a aceitabilidade de um produto mesmo antes de ele ser colocado no mercado. Isso permite medir o quão esse produto será aceito ou não. Qual a demanda. Quem seria o público-alvo. Qual seria a saída. E evitaria estoques.

Possibilidade de experimentar peças mesmo antes da sua existência. Vestir, experimentar e usar peças mesmo antes de elas existirem fisicamente também é outra grande vantagem do design 3D.

Experiências interativas em espaços totalmente novos, criados e diferenciados, os chamados metaversos, que estão cada vez mais caindo no gosto popular, pois criam novas realidades totalmente inimagináveis.
A possibilidade da criação de exposições totalmente digitais. As exposições digitais permitem a imaginação ir além. Criar peças nunca antes vistas com matérias-primas até então inexploradas bem como a criação de peças de acordo com a identidade da marca.

Pasmem, o estúdio foi criado ano passado pela Andressa, que estudou Design de moda e pelo Guilherme, que estudou design gráfico e já na primeira coleção fizeram muito sucesso, com as bolsas Katsukazan (@katsukazan).

As bolsas pastel possuem uma texturização diferenciada, algo meio alienígena, que imitam alga e o que as diferencia mais é a animação 3D.

O sucesso foi tamanho que eles criaram campanhas para para LaBellaMafia e já fizeram trabalhos para a Adidas. Recentemente, participaram da primeira exposição virtual de moda da América Latina em parceria com o BRIFW (@br_ifw), desenvolvendo peças para o Lucas Leão (@lucasleao.co). E no próximo mês lançarão uma coleção totalmente digital para a Haza.

Se você ainda não conhece esse pessoal foda, que tá fazendo moda e construindo história de moda, é bom conhecer, então dá uma conferida no insta deles: @zebrafashionstudio.

Vocês já tinham ideia da existência dessa moda virtual e em 3D? Que ela estava sendo construída no Brasil? Que nós já produzimos peças virtuais?