Cidadania e diversidade na moda infantil

by redação bazaar

Por Glaucia Moreira*

Em um País em que o racismo se alimenta (e se realimenta) das suas dimensões estrutural e institucional, que logo condicionam e determinam as relações sociais, ou seja, as próprias regras de convivência do cotidiano, se faz necessária a reflexão constante.

Hoje, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, quis trazer para o contexto o tema da diversidade no universo da moda infantil. Se o Brasil é formado por povos plurais, qual é a razão para a publicidade não conjecturar tais questões? Se estamos projetando na geração futura um novo olhar do mundo, é fundamental pensar na representatividade de cada grupo racial – repito racial no seu sentido sociológico, como nos foi ensinado.

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Editoral Bazaar Kids, edição 15

As crianças, por exemplo, devem poder se espelhar e se sentir parte de um todo, independentemente de suas diferenças (sejam elas quais forem). E, nesse sentido, as propagandas, os brinquedos, a moda e até as histórias contadas devem abordar tal multiplicidade a fim de valorizar a autoestima (lembrando que essas mudanças auxiliam na construção da cidadania). Assim, a sensibilidade de questões inclusivas ajudará a estabelecer uma melhor formação da responsabilidade social e política. Todos nós temos deveres nessa luta. Então, sejamos responsáveis!

*Glaucia é produtora executiva de moda infantil