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Por Drika Hessel

O mundo precisa cada vez mais de gente antenada às demandas coletivas que envolvem o bem-estar do planeta e da sociedade. E é nesse contexto que Julia Fernandes Rodrigues Macedo merece os holofotes. A menina comanda a Associação Lacre do Bem – projeto que coleta lacres de latinhas de alumínio para comprar e doar cadeiras de rodas a pessoas com mobilidade reduzida, que vivem em situação de vulnerabilidade –, desde 2013, época em que ela contava com apenas nove anos.

A ideia surgiu quando a família recebeu em agradecimento de uma instituição que cuida de crianças com paralisia cerebral, um delicado origami. Julia ficou tão tocada com o gesto que decidiu fazer mais. A missão seguinte era recolher 140 garrafas PETs recheadas de lacres, ou seja, juntar 352 mil itens metálicos – 105 quilos que iriam para aterros sanitários – e converter em acessibilidade.

Foto: River Island/Divulgação

Para seguir adiante com o plano, ela fez cartazes, bilhetinhos na escola e pediu a ajuda dos amigos. Com isso, a ideia conquistou um timaço de voluntários. Focada na reciclagem e na inclusão de pessoas com deficiência física, a Lacre do Bem acredita que promover a transformação e fazer a diferença só depende da vontade de cada um.

O programa criado por Julia acabou incluído na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, da ONU, por cumprir parte das metas estabelecidas na agenda. Nestes anos de atividade, já foram doadas 582 cadeiras de rodas – e a meta é chegar a 600 até dezembro de 2020 – e retirados de circulação 57 toneladas de lacres.

Vale dizer que o Brasil tem cerca de 200 mil cadeirantes e mais de dois milhões de cidadãos que apresentam mobilidade reduzida. Um contexto que traz à tona as pequenas ações que colaboram – e muito – para mudar o destino da humanidade. @lacredobem