Por Fernanda Emmerick*

O ursinho Ted, a boneca de pano costurada pela avó, a cama de ferro, o berço que é moisés… Mais do que memórias, são quase amuletos que nos embalam e resgatam os bons e velhos tempos das nossas próprias infâncias. E se design acompanha as tendências e faz a devida releitura do que se aplica à rotina, definitivamente ele compreendeu o comportamento dos últimos anos com certa nostalgia.

Da madeira escolhida para cada novo móvel ao estilo do editorial de fotos que dará vida a tal lançamento: somos retrô em sentimentos, linguagens e desejos. A vontade inegável de que os nossos filhos saibam como era brincar de cozinhar usando folhas do jardim; o anseio que eles prefiram brinquedos de madeira aos de plástico; a alegria em vê-los tentar tirar fotos com uma câmera analógica…

Foto Renata D’Almeida

Dá saudades, nos permite recordar. A cada nova estampa com ar anos 60, um respiro de encantamento ao que nem vivi. A cada almofada com bordado à mão, a emoção de lembrar da máquina de costura lá de casa. A cada ursinho de toque macio , a certeza do que verdadeiramente queremos transmitir: afeto.

Decorar, ambientar, adornar – tudo é pano de fundo para criarmos cenários para ampliar os laços e as memórias, assim como idealizar as novas histórias de um lar. Que seja belo o nosso lembrar!

 

*Fernanda Emmerick é jornalista, relações-públicas e criadora da agência de RP @meumini.mundo, especialista no universo infantil.