Foto: reprodução/Bazaar
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Por Anna Paula Buchalla

Tudo era uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Mas a prática milenar de origem indiana, que começou a ser difundida nos países ocidentais no fim da década de 1960 – e ressurgiu com força nos anos 1990, como forma de tonificar e alongar os músculos –, disseminou-se de tal forma que uma variedade de submodalidades surge de tempos em tempos. Isso, claro, para desespero dos iogues mais tradicionais, que veem a técnica original ser desvirtuada. Discussões à parte, a onda mais recente entre os adeptos das yogas moderninhas é acelerar a sequência, otimizando resultados corporais e tornando a aula mais animada, ao som de ritmos agitados. Num primeiro momento, o conceito pode parecer contraditório: sincronizar as posturas, a concentração e a respiração com o suor das pedaladas do spinning ou da dança pesada e intensa do hip hop. Mas não é que funciona? Para muitas que não encaram, digamos, uma certa monotonia e o silêncio da yoga tradicional, essa é uma forma de aderir às aulas e tirar delas o que, no fim, têm de melhor: promover um corpo mais alongado e tonificado e relaxar a cabeça. Bazaar selecionou os três tipos de yoga mais hypados nas academias.

Hip Hop yoga: você nunca imaginou encontrar os termos yoga e hip hop na mesma frase, mas, aqui, o cachorro invertido vem no ritmo das batidas de Jay-Z, Kanye West e 50 Cent – o som certamente deixa a aula mais divertida e energizante. A sequência é baseada nos princípios básicos da Vinyasa Flow (a origem de tudo e praticamente o guarda-chuva que abriga todas as outras técnicas), mas com embalagem nova. A aula, que é febre em estúdios da Austrália e dos Estados Unidos, começa com um alongamento leve, seguindo para posturas mais vigorosas e movimentos que trabalham bastante os abdominais.A combinação de música e yoga é totalmente coordenada, e a velocidade do som se encaixa ao ritmo do movimento.O método ainda não tem previsão de chegar ao Brasil.

Superioga: a aula é uma vertente da yoga flow, voltada para o fitness. É bem movimentada e mistura o ritmo de uma sessão de aeróbica com os benefícios em tônus musculares dos ásanas, as posturas da yoga tradicional. Para embalar o movimento, som de mantras mais rápidos nas caixas. Ao contrário da power yoga, que trabalha mais a força dos movimentos, a Superioga é mais focada em misturar respiração, consciência e postura com a movimentação da ginástica, além de trabalhar a frequência cardíaca durante toda a aula.A promessa é de queimar até 800 calorias em apenas uma hora.“Uni os benefícios da yoga ao ritmo de uma aula de ginástica, ou seja, todo o trabalho é feito com frequência cardíaca em um nível aeróbico, o que aumenta o gasto calórico e ajuda na queima de gordura”, explica Paulo Junqueira, criador do método que está fazendo sucesso nas unidades da Bodytech, em São Paulo.

Spin yoga: recentemente, a atriz Jennifer Aniston revelou à Bazaar que este era o seu exercício do momento, com resultados incríveis para o corpo. Enfim, a técnica que mistura yoga e spinning chega ao País pelas rodas da Spin’n Soul: são 40 minutos de Superioga e outros 40 na bike. A ideia é fazer a primeira parte da aula sempre ao ar livre e, depois, voltar ao estúdio para a metade final. “No estúdio, apesar da aula mais energética e do som agitado para acompanhar as pedaladas, teremos luz de velas e elementos da cultura indiana”, explica Gustavo Berkhout, head coach da Spin’n Soul. Segundo ele, técnicas de respiração e alongamento estarão de forma bastante intensa nas duas partes da aula.“São práticas diferentes, mas que, no fundo, têm tudo a ver: ambas visam um corpo mais alongado e trabalham a força e as energias pessoais dos praticantes em altos níveis”, diz Gustavo.