Andressa Rocha - Foto: We Are Alive; Maquiagem Dindi Hojah; Locação Liceu de Maquiagem
Andressa Rocha – Foto: We Are Alive; Maquiagem Dindi Hojah; Locação Liceu de Maquiagem

Por Paula Jacob

A maquiagem é algo que, entre suas funcionalidades, é capaz de transformar qualquer dia sem energia em outra atmosfera, mesmo sendo algo all natural. Aqui podemos exemplificar com alguns filmes, onde a personagem se transforma no desenrolar da história, sendo a beleza um fator, mesmo que sutil, importante para quem presta atenção aos detalhes.

Foto: Reprodução Tumblr
Foto: Reprodução Tumblr

Em Cisne Negro (2010), de Darren Aronofsky, Nina, vivida por Natalie Portman, sofre mudanças drásticas durante o filme, e ao liberar o lado instintivo dentro de si, se torna uma mulher mais sedutora com uma certa malícia. Lembre da cena que Nina entra na sala de Thomas (Vincent Cassel) usando batom vermelho e cabelos soltos, para tentar convencê-lo de que seria a escolha perfeita para o papel principal em O Lago dos Cisnes. Ele mesmo menciona “Você não vai fazer mais nada além disso? Porque deve ter pensado que seria possível, caso não teria vindo aqui toda arrumada.” Além dessa cena, a citação quase que óbvia do figurino que Nina usa para interpretar o cisne branco e o negro, com maquiagens completamente diferentes. A delicadeza e fragilidade do primeiro, com pó de arroz no rosto, cat eyes e boca nada, e a força e sensualidade do segundo, com olhos mais do que marcados e batom vermelho.

Foto: Reprodução Tumblr
Foto: Reprodução Tumblr

Outro longa que vale a citação é Jovem e Bela (2013), de François Ozon, onde a personagem principal Isabelle (Marine Vacth) é uma jovem de 17 anos que vira prostituta de luxo, sem explicações ou motivos. Vivendo uma identidade dupla, a maquiagem tem um papel fundamental aqui. Isabelle na escola é como qualquer jovem francesa, linda sem esforço, com cabelos naturais e pele absolutamente nada. Quando marca encontros com seus clientes, precisa parecer madura, então usa batons escuros, como vermelho e cereja, máscara de cílios e blush. Uma evolução do personagem.

Com isso dito e exemplificado, podemos então concluir que a maquiagem vai muito além do simples fato de cobrir poros, marcar olhos ou lábios. São máscaras do eu feminino que transpassam aquilo que queremos. Quantas vezes você não colocou um batom vermelho para melhorar o humor do seu dia? Ou decidiu não passar nada no rosto, porque está cansada e quer ficar natural, mesmo sem uma boa noite de sono? Nós mulheres temos alterações de humor diárias e nos permitimos sermos quem quisermos ser, basta saber segurar o personagem.

Para comemorar esse mês de maio, que dedicamos à beleza, um editorial exclusivo feito pela We Are Alive, que mostra, por meio de quatro diferentes makes, como podemos nos transformar na sweet girl de Virgens Suicidas (1999), de Sofia Coppola, ou na misteriosa Jane Burnham em American Beauty (1999):