Poderosa e deliciosa iguaria agora também é arma secreta - Foto:reprodução
Poderosa e deliciosa iguaria agora também é arma secreta – Foto:reprodução

Por Liz Krieger

Chocólatras, atenção: seu vício pode, finalmente, estar a um passo de ser considerado uma virtude. Cientistas acreditam que os flavonoides, antioxidantes presentes no cacau, podem ser tão potentes a ponto de ter seus benefícios condensados em uma pílula. Estudos já apontaram seus efeitos positivos ao cérebro, ao coração e à pressão arterial, além da incrível capacidade de acelerar o metabolismo. E o melhor: as pílulas podem ser produzidas sem as indesejáveis calorias e gorduras. Mas também não espere o divino sabor do chocolate…

Pesquisadores anunciaram recentemente um estudo que possibilitará medir o real poder dos flavonoides quando consumidos em forma de cápsulas concentradas. A pesquisa clínica testará se o antioxidante do cacau é mesmo capaz de reduzir os riscos de ataques cardíacos, derrames e outras doenças cardiovasculares. Segundo o epidemiologista Howard Sesso, professor de Medicina de Harvard e um dos autores do estudo, apesar de pesquisas anteriores já terem apontado que os flavonoides protegem o coração, ao diminuir a pressão arterial e os níveis de insulina e colesterol no sangue, esses levantamentos foram pouco abrangentes.

O estudo de Harvard não é o único a focar no antes tão difamado chocolate. Outra pesquisa recente revelou que beber chocolate quente diariamente aperfeiçoa a memória ao melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro. Acredita-se, ainda, que ele tem poderes de amenizar os malefícios da exposição solar: um estudo de 2009 apontou que chocolates com altos níveis de flavonoides aumentam a proteção UV natural da pele.

Por fim, a mais deliciosa de todas as notícias: comer chocolate, especialmente o amargo, pode ajudar a manter a forma. Um estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego, publicado em 2012 na revista médica Archives of Internal Medicine, revelou que pessoas que consumiam chocolate cinco vezes por semana eram, em média, dois quilos mais magras do que as que não tinham o hábito de se render ao doce.

Mas como explicar esse aparentemente paradoxal – e mágico – efeito metabólico? “Os antioxidantes aumentam o fluxo sanguíneo e permitem que o oxigênio e os nutrientes sejam transportados pelo organismo de forma mais proveitosa”, explica a médica Beatrice Golomb, co-autora do estudo de San Diego. “E isso pode acelerar o metabolismo”, diz.

Não significa, entretanto, que temos carta branca para abocanhar, à vontade, Hershey’s Kisses ou os magníficos Godiva sem culpa. Que fique bem claro: as quantidades consumidas pelas pessoas submetidas aos testes foram moderadas – 30 gramas, em média, ou pouco menos do que uma barrinha pequena. É também importante escolher as melhores marcas – quanto mais escuro e amargo o chocolate, melhor.

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