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Dieta plant based é saudável para o corpo e meio ambiente

Estudo acaba de revelar seus benefícios para o futuro do planeta

by Carol Hungria
Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Salada de feijão azuki com cogumelos; grãos verdes refogados com semente de girassol e abóbora; tofu assado com pasta de avocado e molho tahine; torta de guacamole com salada orgânica; grissini de farinha de grão de bico, grano saraceno, linhaça, açafrão e azeitonas; caldo de abóbora com agrião, sementes de abóbora e de girassol.

Bem-vindo ao multicolorido, ultrassaudável e (juram seus seguidores) nada restrito universo da plant based diet. É “A” dieta do momento, eleita de Meghan Markle, Beyoncé e Natalie Portman.

Não se trata de dieta vegana, embora a comparação faça todo o sentido. Aqui também não entram alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios. Porém, não são permitidos processados, açúcares, aditivos e óleos.

O saquinho de batata frita que o vegano pode comer, aqui está fora de cogitação. Seu equivalente plant based seria a própria batata, assada com temperos naturais.

Como todo e qualquer modismo, a plant based diet ganhou vida e visibilidade no Instagram. Uma de suas mais conhecidas defensoras é a inglesa Ella Mills, mais conhecida como “Deliciously Ella” (“Deliciosamente Ella”). Com 1,4 milhão de seguidores, ela prega que esse tipo de nutrição celebra a riqueza, a abundância e o sabor das plantas.
Foi ela quem ajudou a tornar menos enfadonho o menu veggie: indo muito além do pratinho de torta com salada, ela compartilha receitas que, além de lindas, são bem fartas (e que já lhe renderam vários cookbooks).

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Aqui no Brasil, a nutricionista Alessandra Luglio é um dos principais expoentes da plant based. “No vegetarianismo e no veganismo, não se estabelece a qualidade dos alimentos, apenas se sua origem é ou não animal. Na dieta plant based é fundamental o consumo deles na sua forma mais natural e íntegra possível”, explica.

Por ser muito rica em fibras, vitaminas e minerais, e pobre em gorduras saturadas, a dieta tem sido objeto de inúmeros estudos sobre seus benefícios à saúde. Eles revelam que ela é extremamente eficaz na prevenção e tratamento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer, entre outras. “Além disso, é uma alimentação mais natural, limpa e pura, que, quando equilibrada, proporciona energia e vitalidade”, diz Alessandra Luglio.

Apesar de seus seguidores dizerem que não existe nenhum tipo de carência ou contraindicação na dieta, ferro, zinco e vitamina B12 costumam ser deficitários em quem não come carne. “É importante a suplementação e o acompanhamento laboratorial, para ver como estão os níveis desses nutrientes de extrema importância para o organismo”, diz o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração. “Não recomendaria a atletas, grávidas e adolescentes”.

Os médicos de Meghan Markle, que anunciou a gravidez, orientaram a duquesa a não seguir dieta full time. Um estudo publicado na revista científica “Nature” revelou que a plant based traz benefícios não só à saúde, mas ao planeta.

Com o consumo desenfreado dos processados e da carne vermelha, o impacto sobre o meio ambiente subirá para 90% até o ano de 2050. Isso inclui emissão de gases, poluição, consumo de energia e água e uso excessivo da terra, o que poderá colocar em risco todo o ecossistema.

Além disso, a plant based prega a sazonalidade dos alimentos, ou seja, consumir apenas os da estação, ato altamente sustentável.

Talvez você não esteja pronta para abandonar a carne por completo. Um bom começo é adotar a flexitarian diet, com frutas, grãos, cereais, legumes e vegetais, mas com pequenas e raras porções de carnes, peixes, ovos e leite.

Já é um começo. E, sim, se você quer voltar a entrar naquela calça de dois anos atrás, essa é a dieta para você – não há como não emagrecer com ela.