
Kate Bosworth – Harper’s Bazaar Taiwan
por Anna Paula Buchalla
Com resultados bem próximos aos de um lifting facial, o MD Codes é “A” técnica do momento nos consultórios dos dermatologistas. A promessa? Com o preenchimento de ácido hialurônico nas doses e texturas exatas, e em pontos estratégicos do rosto, é possível ganhar uma tez naturalmente mais jovem e descansada, em meia hora, sentadinha na cadeira do consultório (ah, e detalhe importante: com um espelho na mão acompanhando cada agulhada!).
Como editora de beleza, testo muitas novidades mas, confesso, a ideia de colocar algo estranho dentro do meu organismo (e ainda por cima no rosto!) sempre me assustou e muito. Por outro lado, difícil não me sentir tentada com as promessas do MD Codes que passam longe, bem longe do bisturi – outro dos meus pesadelos pessoais. Claro, a cirurgia bem feita e em boas mãos, é inegavelmente uma opção maravilhosa para rejuvenescer. Mas envolve internação, cicatrizes, downtime e um pós-operatório ainda longe de ser dos mais agradáveis. O que fazer, então, quando os sinais do envelhecimento (rugas e flacidez) começam a dar o ar da graça? E lasers, radiofrequências e todos os tipos de luzes ajudam mas não dão conta do recado? Render-se ao MD Codes, claro, o mais próximo dos resultados cirúrgicos que se pode chegar, de forma minimamente invasiva.
Primeiro passo: escolher um médico de confiança. No meu caso, a doutora Cinthia Sarkis, especialista em Alergia e Imunologia pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia, e com pós-graduação em Dermatologia Clínica e Estética pela Universidade Complutense, de Madri, onde viveu por mais de 10 anos. Além de ser referência em procedimentos minimamente invasivos ela também se especializou em tratar casos de procedimentos mal sucedidos, alergias e reações adversas.
A médica me explica que as injeções de ácido hialurônico têm alto perfil de segurança, mas buscar um profissional habilitado para injetá-lo é essencial: “Ele tem que ser primoroso ao entender o que a paciente quer, ponderar as possibilidades e jamais perder o senso de estética”. Sim, a beleza tem uma estética de proporções bem definidas que independe da visão subjetiva, seja do médico ou do paciente. Daí porque não é incomum vermos, ainda hoje, rostos deformados ou excessivamente preenchidos, mesmo em tempos de quanto-mais-natural-melhor. Erra quem pede e erra quem se dispõe a fazer.
Depois de várias consultas e de muita conversa e explicações, marco meu procedimento. E descubro, aliviada, que não é preciso fazer tudo de uma só vez. “O plano de tratamento pode envolver várias etapas de aplicação em consenso com a paciente ou tudo pode ser feito numa única sessão, com várias ampolas”, me explica a doutora Cinthia. Fico com a primeira opção, evidentemente. Na sessão inicial, ela mapeia e marca uma série de pontos da minha face – sobrancelhas, maçãs do rosto, região malar, testa. Uma pomada anestésica ajuda a aliviar a sensação das picadas, que são várias. O produto escolhido por ela é o Juvéderm Voluma, da Allergan. Para eu me acostumar, ela usa uma seringa ( ou 1 ml) apenas. Tudo é muito rápido. Saio um pouco inchada e com alguns mínimos roxinhos no local da aplicação. Nada que uma boa maquiagem não disfarce. A diferença é sutil, mas perceptível. Passados 15 dias, gosto tanto do resultado que resolvo marcar a próxima sessão rapidinho.
Na minha volta, a doutora Cinthia marca os mesmos pontos e alguns outros mais. É quase uma medida feita com régua e compasso para se chegar aos locais precisos das injeções. Desta vez, ela usa o Juvéderm Volift, que é mais fluido e se encaixa melhor nas feições a serem tratadas esse dia. Como a quantidade do produto desta vez será maior (foram 3 seringas), a médica opta por usar cânulas na região malar. Não sinto dor, só o desconforto e o mesmo inchaço leve da primeira vez. Em menos de uma hora, e acompanhando tudo com o espelho em minhas mãos, já saio com o resultado. E esse é outra enorme vantagem do MD Codes: diferente do Botox, que só começa a agir depois de dois a três dias de injetado, o ácido hialurônico ficará exatamente como e onde está, mas ainda melhor porque mais uniforme e menos concentrado, e sem o inchaço do dia da aplicação.
Resultado? Mínimas e impressionantes mudanças. Um rosto mais harmônico, com ar mais belo e descansado sem que ninguém me pergunte o que fiz – outro dos meus piores medos. A promessa é de que o efeito dure uma média de dois anos, até a absorção total do produto. Sim, não fica nenhum resquício dele no corpo. No dia do procedimento, eu tinha um jantar para ir. Avisei a doutra Cinthia Sarkis antes, caso fosse preciso remarcar. “Fique tranquila, seu rosto só vai estar melhor”, ela me garantiu. Dito e feito. A julgar pela rapidez com que essas tecnologias pró-beleza caminham, será a minha geração (a dos 40 mais) a primeira a não precisar mais recorrer à cirurgia plástica?

