Foto: Harper's Bazaar USA
Foto: Harper’s Bazaar USA

Oleosidade é uma das principais queixas da mulher brasileira nos consultórios médicos em relação à pele. Existem muitos mitos e dúvidas relacionadas ao tema, além de erros recorrentes que podem causar não só danos na barreira cutânea, como também o tão temido “efeito rebote” – que é quando se usa muito produto para controlar a oleosidade e, como resposta, a pele produz mais sebo.

Por meio da Neutrogena, a Bazaar consultou Dra. Vanessa Metz para esclarecer as principais questões recorrentes sobre o tema. Veja abaixo algumas dicas:

Hidratação
Segundo a especialista, existe um mito sobre quem tem pele oleosa não poder usar hidratantes faciais. “Nós temos que desmistificar essa informação pensando no seguinte: na nossa barreira cutânea existe também uma composição hídrica, que perde água ao longo do dia por conta da troca de calor e com a sudorese, inclusive na pele oleosa. É extremamente importante repor esse componente.”

Vanessa também ressalta a importância de escolher produtos de hidratação facial oil free e que tenham um componente hídrico para repor essa perda. “Além de ingerir bastante líquido, é importante aplicar um produto tópico com concentração de ácido hialurônico que vai “puxar” a água para perto da molécula onde foi aplicado, deixando, assim, a região mais hidratada”.

Proteção solar
Uma grande preocupação é quanto ao uso do protetor solar facial. A proteção diária é indispensável, e para quem tem esse tipo de pele [oleosa] é recomendado optar por versões livres de óleo, que tenham toque seco, textura em gel ou efeito matte.

“Esses produtos geralmente têm uma composição hidratante, até para não irritar a pele por conta da química. Muita gente pensa que esses ativos vão bloquear os poros e causar acne, mas se você escolher versões que sejam feitas para pele oleosa, além de produtos fabricados por marcas confiáveis, você consegue ter a segurança de atingir o FPS indicado no rótulo com um produto seguro para esse tipo de pele”, completa a dermatologista.

Foto: Harper's Bazaar Tailândia
Foto: Harper’s Bazaar Tailândia

Pele negra
A pele negra tem uma pré-disposição natural a ser oleosa por possuir glândulas sebáceas mais ativas e, em alguns casos, até maiores em quantidade e em tamanho. Como consequência, elas produzem mais sebo. Nesse caso, a atenção deve ser redobrada.

Porém, para a médica, isso não é necessariamente um problema. “Muita gente questiona o porquê de a pele negra demorar mais para envelhecer. É justamente por causa desta proteção do sebo. Mas é necessário cuidado: em excesso, acaba levando ao entupimento dos poros, o que pode desencadear o surgimento de cravos e espinhas, conforme o processo inflamatório bacteriano ocorre. Por isso, as negras têm uma necessidade de cuidado de limpeza maior dessa região.”

A água micelar pode ser uma excelente aliada. “Eu sempre falo para minhas pacientes que demaquilante é necessário, porque ele retira toda a impureza durante o dia, além do filtro solar e a maquiagem. Eu não considero a água micelar, por exemplo, como um produto só para retirar a maquiagem. Eu acho que é a primeira etapa da limpeza porque retira todas as impurezas de maneira suave, sem agredir as camadas cutâneas”, reforça.