Foto: Jamie Nelson
Foto: Jamie Nelson

por Ana Paula Buchalla

O  sonho de toda mulher que deseja dar um up nos seios com silicone? Um procedimento rápido e com cortes mínimos, a garantia de modelos seguros e o fim da necessidade da troca da prótese depois de dez anos, o que é comum nos modelos atuais. A medicina e a tecnologia evoluíram a ponto de tornar esses desejos realidade. Em novembro, chegam ao País os implantes inteligentes, uma nova geração que traz um microchip interno capaz de concentrar todas as informações do produto – uma espécie de passaporte eletrônico do silicone. “Já foram implantadas mais de 11 mil próteses com chip, com resultados seguros e satisfatórios”, diz o cirurgião plástico e professor Marcos Sforza, que há três anos faz esse tipo de procedimento no Dolan Park Hospital, em Birmingham, no Reino Unido.

Os primeiros e únicos exemplares com microchip interno, da marca Motiva, informam o número da série produzida, visível por meio de um leitor digital, procedimento feito em consultório mesmo. Com a ajuda dessa tecnologia, o médico consegue saber se o produto pertence a um lote que tenha algum comprometimento que justifique sua retirada. Isso é importantíssimo: quem não se lembra do drama vivido pelas mulheres que utilizaram as próteses da marca francesa PIP (Poly Implant Prothèse)? No final de 2010, elas foram proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e por autoridades sanitárias do mundo todo, e retiradas de circulação por casos de ruptura e vazamentos. O problema é que, nesse episódio, muitas nem sabiam qual era a marca do produto que carregavam no peito. “Depois do susto com ameaças à vida das pacientes, os fabricantes passaram a investir na tecnologia e na segurança dos implantes”, explica o cirurgião plástico Denis Calazans, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Num futuro próximo, com a evolução do microchip, será possível ainda monitorar temperatura e pressão internas dos silicones, o que mostra riscos de ruptura, inflamações e infecções. Isso é essencial para avaliar a necessidade de troca. Em geral, recomenda-se que, no prazo médio de uma década, seja feita a substituição por um modelo mais novo. Mas com o aval médico de que tudo corre bem, a troca não será mais feita tão cedo.

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Quer mais uma ótima notícia? A nova geração de próteses é formada por um tipo de gel superelástico, que praticamente reproduz a consistência da glândula mamária, o que faz com que elas sejam mais ajustáveis à anatomia de cada mulher e, portanto, com resultados menos artificiais. “Hoje, é a mulher que se adapta ao implante. Com a nova tecnologia, é ele que vai se adaptar ao corpo dela”, explica Juan José Chacón Quirós, CEO da Establishment Labs, empresa que fabrica o modelo Motiva. A novidade é perfeita para mulheres muito magras ou que amamentaram e que não querem grandes volumes. Um estilo mais natural é a tendência geral. Depois dos silicones turbinados dos anos 1990 e 2000, a nova estética pede seios menores, bem menores.

Por fim, a cirurgia tradicional, com pós-operatório doloroso e com no mínimo 15 dias de recuperação, pode estar com os dias contados. Até o início do ano que vem, muito provavelmente já estará no Brasil uma nova técnica cirúrgica, minimamente invasiva, que só é possível graças a essa nova geração de silicones mais elásticos. Com um corte de dois centímetros (contra os 5 usados atualmente), o cirurgião faz a colocação da prótese por meio de uma injeção. Isso mesmo: ela consegue se comprimir no espaço de uma seringa e, ao ser injetada sobre o músculo peitoral, se ajusta e se expande naturalmente. “O resultado estético é muito melhor, a cicatriz menor, o tempo de recuperação reduzido à metade e com menos efeitos colaterais, como dor”, diz o dr. Calazans. “As mulheres hoje buscam naturalidade e segurança, e esse aperfeiçoamento tecnológico vem ao encontro desse desejo”, finaliza. É a tecnologia do quanto mais natural, melhor.

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