Foto: divulgação
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Por Mariane Morisawa

Cara Delevingne, você sabe, é a it-model britânica que, de uns tempos para cá, estampou a capa de todas as revistas, desfilou para as melhores grifes e fez campanhas para Chanel, Mulberry e Burberry, entre outras poderosas labels. É amiga de Rihanna, Taylor Swift e Kendall Jenner. E tem fãs obsessivos que acompanham cada um de seus passos. Seu mais recente, aliás, foi cruzar as passarelas com destino a Hollywood. Sua primeira prova de fogo? Margo Roth Spiegelman, a garota dos sonhos de Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e protagonista de Cidades de Papel, filme que estreia no Brasil este mês, dirigido por Jake Schreier e baseado no amado livro do adorado John Green – o mesmo autor de A Culpa É das Estrelas, filme de maior público nos cinemas brasileiros no ano passado.“Apaixonei-me por Margo. Eu era bem mais insegura na idade dela”, disse Cara em entrevista recente. Difícil acreditar nisso, vindo da mocinha de Londres de 22 anos que sempre pareceu transbordar personalidade em seus trabalhos. Mas tudo bem.

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Antes que apareçam os torcedores de nariz, descrentes em mais uma modelo que quer ser atriz, Cara se apressa em dizer que seu sonho foi esse, desde criancinha.“Sempre quis ser atriz, mais do que qualquer coisa na vida. Ser modelo nunca foi uma paixão.” Seu primeiro papel foi uma ponta sem falas em Anna Karenina, de Joe Wright, lançado em 2012. Um pouco antes, havia estreado nas passarelas, no London Fashion Week.Tinha consciência de que iria enfrentar o estigma das modelos-atrizes. Sabia que teria de lutar muito para conseguir atuar, porque tinha de provar seu valor. Muitas vezes, ouviu que “o cachê provavelmente era muito menor do que ela ganhava como modelo”. E tinha de explicar que esse não era o ponto e que faria o filme até de graça.Também apareceram muitos papéis de loiras burras que morriam logo, ou da namoradinha sexy mas vazia. Recusou todos. O próprio produtor de Cidades de Papel, Wyck Godfrey, estava cético antes do teste. Mas sua performance arrebatou produtores e diretor.

Cara parece ter conseguido deixar para trás qualquer preconceito. Basta uma olhadinha na lista de filmes que tem para lançar no futuro próximo para ver que o negócio ficou sério. Está em Tulip Fever, de Justin Chadwick, ao lado de Christoph Waltz e Judi Dench; em London Fields, de Mathew Cullen, com Johnny Depp e Billy Bob Thornton; e volta a trabalhar com Joe Wright em Pan, no papel da Sereia. e, claro, Cara Delevingne faz magia no provável blockbuster Esquadrão Suicida, de David Ayer, uma reunião de personagens da DC Comics. Com certeza, seus 2,7 milhões de seguidores no Twitter e 13,4 milhões no instagram vão dar um empurrãozinho na sua carreira – e na bilheteria dos filmes em que ela estrelar.