Foto: Divulgação
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Por Lúcio Ribeiro

É quase certo afirmar que, se a MTV ainda existisse com a força de antigamente e influenciasse como fazia nos anos 1990, por exemplo, a nova banda inglesa Jungle estaria a passos largos para bombar ainda mais. Os videoclipes que o grupo, criado pela dupla Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, produz e solta na internet são lindos de morrer, todos de gente dançando, em grandes galpões, ginásio de escola, um salão improvisado. Tudo simples. Galera dançando, criancinha dançando, casal gay dançando. Dance, dance, dance.

Funk-soul-brothers de um lindo disco de estreia, lançado no meio de 2014, com quatro singles poderosos (e, portanto, quatro vídeos), o Jungle está deixando animada demais a cena dance-pop mundial, qualquer que seja o estilo, desde que tenha exatamente isso no corpo: a verve dance. Eles ocupam um lugar ao lado do conterrâneo eletrônico Disclosure, mas de um jeito mais orgânico e mais R&B/soul ainda, o que os aproxima do australiano Chet Faker num sentido. Mais dance como o primeiro e menos dramático que o segundo. E mais cheio de falsetos disco anos 1970 que os dois juntos.

Numa Inglaterra musical que não se decide para onde vai depois do esgotamento do dubstep e do pós-dubstep, a cena está fechando com o Jungle para se divertir.

Se em 2014 foi o tempo de preparação, de chegada da banda, em 2015 deve ser o de dominação. Prepare-se para ouvir falar deles. O Jungle toca nos principais festivais de verão da Europa e dos Estados Unidos, tipo Coachella, Sasquatch, o espanhol Primavera Sound e o inglês Reading Festival. Mas o melhor, ou o mais próximo, pelo menos: o Jungle faz dois shows no Brasil em maio. A banda britânica toca, canta e dança em São Paulo no dia 13, no Audio Club, no bairro da Barra Funda. No dia seguinte, o grupo se apresenta na Sacadura 154, na Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro.