Foto: Divulgação
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por Cibele Maciet

Cap d’Antibes é uma quase ilha entre Nice e Cannes, ao sul de Antibes e a leste de Juan-les-Pins, na paradisíaca Côte-d’Azur. Desconhecida de muitos, é uma região para poucos e exclusivos (leia-se vips!) que querem privacidade e distância dos holofotes das vizinhas Cannes e Nice. Situado nesse local privilegiado, o cinco estrelas Cap d’Antibes Beach Hotel  nasceu em 2009 a partir da ampliação de um restaurante, o antigo La Maison des Pêcheurs (fundado nos anos 1960 e point de estrelas do cinema da época como Brigitte Bardot, Sophia Loren e Cary Grant), já conhecido da região. Membro da célebre associação Relais & Châteaux (selo de qualidade da hotelaria e gastronomia francesas), com 35 quartos e suítes, o hotel de um hectare ainda possui salas de tratamentos de beleza, piscina sensorial em frente ao mar, o restaurante Les Pêcheus, com um macaron no Michelin, além do Le Cap, espaço gastronômico na praia privée de areia branca e fina Les Pêcheurs. Vraiment um luxo para poucos!

No comando da cozinha do Les Pêcheurs – delicioso e de frente para o mar – o simpático chef Nicolas Rondelli, com um percurso invejável: passando pelo estrelado Chanteclerc do Hotel Negresco de Nice, Reserve de Beaulieu, Maison des Pêcheurs, até o Le Grand Hotel Cala Rossa, entre outras instituições da costa mediterrânea francesa. No seu menu de outono, encontramos a boa pesca feita pelo pescador local Tony – que podemos avistar e dizer bonjour durante o dia – em forma de polvo, lagostim, bacalhau, tamboril, lagosta, dourada, tainha, entre outras delicias da região. Em terra firme, o delicioso Cabrito assado com ameixas, rutabaga (espécie de nabo) e zimbro com aroma de limão; Cordeiro assado com manjerona, cenouras e alcachofras com suco de casca de limão e Vitela salteada com polenta artesanal cremosa, cogumelos, parmesão e brócolis, entre outras perdições. Chegando na sobremesa, temos Marron (castanha) façon Mont Blanc, groselha e sorvete de baunilha, Suflê de sorbet de limão e limoncello (um arraso!), entre outras coisinhas de se comer ajoelhado. Detalhe importante: o hotel e seu restaurante fecham durante o inverno – outubro a março – e reabrem em abril.

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Outras boas opções de Antibes, o restaurante Le Nacional Beef & Wine – para quem é carnívoro inveterado – no Velho Antibes, centro da cidade. Ali, eles fazem uma costela de boi assada em alta temperatura no Josper – forno importado dos EUA – que é de morrer, de tão bom. Para quem procura alimento para a alma, duas boas ideias: um passeio de barco pelas ilhas de Lérins, um desbunde do mediterrâneo, saindo do Port Gallice, ou uma visita ao belo Museu Picasso de Antibes, uma joia da arquitetura. Fundado na acrópole da antiga cidade grega Antípolis, residência de bispos da Idade Média, o castelo foi habitado a partir do século XIV pela família real monegasca. Transformado em Museu Grimaldi em 1925, ele foi tombado pelo Patrimônio Histórico Mundial três anos depois. O namoro com Picasso começou nos anos 1940, quando o artista visitou o local. Convidado pelo conservador do museu, ele começou a morar nas redondezas e a utilizar uma parte do prédio como ateliê. Nessa época, ele começou a desenhar nos muros e a criar um acervo rico e pontuado por símbolos de Antibes, como o ouriço do mar, os pescadores e suas eternas formas femininas. O acervo conta com 23 pinturas de Picasso – entre elas, La Joie de Vivre e La Chèvre -, 44 desenhos e 78 cerâmicas, entre outras incorporadas mais tarde. Em 1966, a consagração do artista e a transformação do local histórico em Museu Picasso de Antibes. Mas não há somente o artista espanhol no Museu Picasso: por aqui também encontramos obras de Joan Miró, Bernard Pagès, Nicolas de Staël, Germaine Richier, entre outros. Vale a pena passar por aqui e ainda, de quebra, visitar e feira provençal do Viel Antibes, cheia de especialidades locais.

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