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Peru: um roteiro de sete dias pelo país

Nossa diretora de redação, Camila Garcia, desvendou o melhor da região

by elav

Camila Garcia em Pisaq, no Vale Sagrado dos Incas

Por Camila Garcia

Foram sete dias divididos entre a capital, Lima, Cuzco e Machu Picchu. Quando planejamos a viagem ao Peru, eu e meu amigo Lucas Boccalão, editor de moda de Bazaar, a ideia era aproveitar a incrível gastronomia peruana em Lima, fazer hicking nos Andes e finalizar a jornada em Machu Picchu, a cidade perdida dos incas.

Em Lima, ficamos hospedados no Belmond Miraflores Park, com vista para todo o Malecón. A cama era tão boa, mas tão boa que, às vezes, era difícil sair do quarto! Mas os ceviches e piscos que nos aguardavam eram um bom incentivo… Dois restaurantes são imperdíveis: o Chez Wong, com o ceviche mais fresco e saboroso que já comi na vida – preparado pelo sr.Wong na frente dos poucos clientes sentados na sala de sua própria casa. O lugar é extremamente simples, num bairro afastado, não tem cardápio e só atende com reserva. O prato é feito sempre com linguado e algum fruto do mar – no dia do nosso almoço era polvo.

Com sorte, e uma ajudinha da nossa colunista de gastronomia Alexandra Forbes, conseguimos uma mesa no disputado Central, considerado um dos melhores da América Latina e com fila de espera de pelo menos dois meses! Conhecer o restaurante dos jovens chefsVirgilio Martinez e Pía León é uma experiência. Eles cultivam uma horta no local, tratam a água ali e buscam na biodiversidade local ingredientes para o menu degustação, que pode ter 11 ou 17 pratos, com a altura de onde foram colhidos especificada.

Camila e Lucas em uma pausa durante o hiking

Camila e Lucas em uma pausa durante o hiking

Bem alimentados, de Lima fomos de avião até Cuzco, que fica 3.400 metros acima do nível do mar. De cara, o corpo sente a altitude e fica difícil respirar. A regra mais preciosa é chegar, se deitar por duas horas e só então fazer alguma atividade.Tomar muita água e chá de coca também ajuda no processo de adaptação. Ficamos hospedados no Lamay, um lodge recém-inaugurado na cidade. Os lodges são como acampamentos de luxo no meio das montanhas, construídos de forma que se integrem à paisagem local. Recuperados, fomos conhecer o sítio arqueológico de Pisaq, um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. Ficamos impressionados com a grandiosidade de tudo aquilo, uma pequena amostra do que estava por vir em Machu Picchu.

Mas antes de chegar lá, tínhamos uma aventura pela frente. Escalar uma montanha de 4.200 metros de altitude que terminava no Huacahuasi, o segundo lodge onde dormiríamos. O programa completo da Trilha de Lares dura cinco dias e leva até Machu Picchu. Como não tínhamos esse tempo, optamos por testar um dia de trilha.Partimos por volta de meio-dia, com nosso superguia, Danny Sanchez, e Nicolas, que tocava duas mulas com mantimentos e primeiros-socorros.A primeira meia hora foi a pior. Parecia que havia corrido uma maratona, mas só tinha dado alguns passinhos montanha acima. Depois da pausa para o almoço, com salada de quinoa e sanduíche, me senti melhor e comecei a aproveitar o hicking. Foram quase cinco horas de caminhada.A sensação de estar acima das nuvens, sem nenhum som, a não ser o de um vento constante e potente, é de interação completa com a natureza. Para deixar o momento ainda mais memorável, coloquei o celular para tocar Feeling Good, na voz de Nina Simone, quando estávamos no cume. Foi perfeito.

Lhama no Vale Sagrado dos Incas

Lhama no Vale Sagrado dos Incas

No dia seguinte, partimos para a última etapa da viagem, Machu Picchu.Tudo que se leu e imaginou sobre a cidade dos incas fica insignificante perto do que se tem diante dos olhos. Sem papo hippie, mas a força e a energia daquele lugar são quase que palpáveis.Voltamos para casa renovados de corpo e alma.

*Camila viajou com a Lares Adventure, empresa que oferece programas exclusivos de aventura e vivência no caminho para Machu Picchu.

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