RG Trip Victor Collor: refúgio nos Andes

O hotel/estação Ski Portillo é um oásis no Chile

by Ligia Kas
Foto: Victor Collor

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Investigamos os destinos mais desejados da temporada, sob a ótica de grandes fotógrafos convidados para lugares de curadoria RG. Leia a seguir texto de Victor Collor, que participou da quarta etapa do #RGTrip, que aconteceu em Portillo, no Chile.

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Foto: Victor Collor

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A principal estrada que liga o Chile de Santiago a Mendoza, na Argentina, com destino ao Aconcágua, a montanha mais alta da Américas, é considerada uma das mais bonitas do cone sul. Acompanhada por uma estrada de ferro desativada, a Ruta 60 é cravada entre os Andes e carrega mistérios que, metro a metro, se torna mais mágica. As inúmeras construções abandonadas e a vida humana que vai ficando cada vez mais escassa, dão a sensação de aventura que a viagem carrega.

Foto: Victor Collor

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A chegada a Portillo é marcada pelas 29 curvas acentuadas e perigosas do trecho conhecido como Los Caracoles. Dali, já possível enxergar as estruturas dos lifts de esqui da estação que fica ao final do ziguezague, a mais de 2.800 metros de altitude, poucos quilômetros da fronteira com a Argentina.

Foto: Victor Collor

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O hotel/estação Ski Portillo é um oásis nos Andes. A construção de 1949 é um marco, tanto pela estrutura em meio às montanhas, como pelas divertidas cores em amarelo e azul e o imenso portal de madeira que dá acesso à simpática recepção. Nada disso é tão impactante quanto a vista para a Laguna del Inca, uma lagoa abraçada pelas montanhas recheadas de esquiadores e amantes do snowboard, com o hotel, solitário e colorido, avistando todo esse cenário da melhor vista possível.

Foto: Victor Collor

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A sensação ao adentrar o hotel vem em conjunto com uma volta no tempo, tanto pela decoração de época, o cheiro e, principalmente, a época em que a convivência entre hóspedes e staff era mais dedicada e menos fria, como estamos acostumados nos dias atuais. Em sua maioria, os quartos e os ambientes de convivência do hotel têm vista para a Laguna del Inca, o que faz qualquer olhada, em qualquer horário do dia, ainda mais especial e impactante.

Foto: Victor Collor

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No total, o hotel abriga 7 andares: quatro deles dedicados às habitações, um andar à recepção, o subsolo ao salão de jogos, spa, piscina e locação de equipamentos de esqui, e o segundo andar dedicado à maior área de convivência do hotel: uma imensa varanda, o restaurantebar e café, e uma imponente sala com paredes em madeira e tijolos adornada com antigos mobiliários que misturam couro, madeira e tecidos típicos das minorias étnicas chilenas, como também é visto no simpático elevador que dá acesso aos andares, com exceção do sexto, que por sua vez tem a melhor vista para o lago.

Foto: Victor Collor

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Estar hospedado em um hotel/estação de esqui é sinônimo de liberdade, visto que a distância entre o quarto e o lift está alguns andares de distância. Ou seja: após alugado, é colocar o esqui ou snowboard nos pés e descer até o lift mais próximo.

Foto: Victor Collor

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Já na montanha, do alto da Garganta, Juncalilo ou David’s Run - para citar algumas das mais famosas pistas de Portillo, a vista da lagoa e do hotel se torna ainda mais especial e a sensação de estar encravado na imensidão dos Andes é elevada a máxima potência. Um pit stop para almoço no Tio Bob’s, o restaurante do hotel no topo de uma das montanhas, é o momento de contemplar a vista com calma, sem a adrenalina liberada na velocidade da descida até a base dos lifts.

Foto: Victor Collor

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Conhecer Ski Portillo não é somente usufruir, mas, sim, vivenciar e se sentir parte dos 70 anos de história do hotel/estação mais icônico da América do Sul.

Foto: Victor Collor

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Viajar é?
Conhecer o desconhecido. Se deparar com o novo, mesmo que você já conheça o lugar.

Foto: Victor Collor

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Portillo foi?
Vivenciar o hotel/estação mais icônico do cone sul e ter a experiência de esquiar na imensidão dos Andes.

Foto: Victor Collor

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Destaques da viagem?
A imensidão dos Andes
A hospitalidade do hotel Skl Portillo

Foto: Victor Collor

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O que te faz sacar a câmera?
O sentimento. É olhar, sentir e registrar e depois pensar em o que fazer com aquele registro.

Foto: Victor Collor

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Sozinho ou acompanhado?
Ambas as situações têm seu valor. Sozinho permite conhecer e vivenciar experiências que jamais conseguiria se estivesse acompanhado.
Viajar acompanhado é sinônimo de dividir em tempo real o que está sendo vivido.

Foto: Victor Collor

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Perrengue ainda cabe?
Sempre cabe. Essas são as surpresas que podem desencadear em experiências que o dinheiro não compra.

Foto: Victor Collor

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Seu destino da vida?
O desconhecido.

Foto: Victor Collor

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Seu destino dos sonhos?
Ainda não conheci todos para poder afirmar com precisão.

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