Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Podemos dizer que nossa relação com a moda (mais especificamente com a maneira que nos vestimos) é bidirecional. Isso porque nossas roupas são uma expressão do que estamos sentindo, de nossa personalidade, individualidade, assim como também podem ter um impacto em nossa autoestima e mesmo em como nos comportamos.

Em nossa forma de vestir, comunicamos nosso desejo de conforto, de transgressão, de invisibilidade ou de nos destacarmos. O que a roupa mostra, esconde, o que leva escrito, sua atualidade, sua qualidade e especialmente a relação que estabelecemos com ela, mesmo que de forma inconsciente, pode estar pleno de significados.

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Psicólogos criaram um experimento para avaliar essa influência: Testaram a performance de pessoas ao falar sobre um certo tema, ao vestirem um avental branco de médico. A primeira observação foi de uma melhora nos resultados dos sujeitos enquanto usavam o avental em comparação à roupa comum.

Em um novo momento, foi entregue o mesmo avental aos participantes, porém os experimentadores comunicaram que se tratava de um avental de pintor. Nessa condição a performance teve uma piora em relação ao primeiro teste. Esse exemplo é uma ilustração do impacto que a roupa pode produzir em nossa performance, e mesmo em nossa autoestima e empenho em fazer as coisas.

Por fim, outro aspecto resultante das escolhas de vestuário e que atinge a autoestima indiretamente é a sensação de reconhecimento e pertencimento. Desde sempre, o que vestimos, ornamentos e outros sinais, comunicam de que grupo ou tribo fazemos parte. Essa identificação com o grupo e, ao mesmo tempo, a expressão da individualidade, é um dos vários paradoxos da moda.