Diana Motta - A pureza e a correção dos nossos erros
Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Por Diana Motta

Um dos maiores presentes da kabbalah é entender quais os presentes únicos disponíveis nas aberturas cósmicas. Durante o ciclo de Virgem, que estamos no momento, ganhamos o presente da transformação. Explico: o ciclo de Virgem apoia a nossa transformação real, através de um processo chamado teshuvá, que significa “retornar” em hebraico.

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O ciclo de Virgem é sobre voltar no tempo. Olhar para dentro, olhar para a nossa vida, ver o que fizemos e identificarmos os atributos negativos que queremos transformar. É o mês da mudança. Não há nenhum mês tão poderoso para a completa mudança quanto esse. O mês do “retorno”, nos dá o presente da mudança. O dom da transformação. Nenhum outro mês tem o poder de transformação como esse mês.

Os cabalistas então, revelaram algo mais profundo sobre esse ciclo. Antes da criação desse mundo ouve uma conversa, uma discussão, entre o Criador e os anjos. Antes do processo da criação, antes do Big Bang. Antes do universo físico, da quebra da alma original, os anjos trouxeram a consciência para o Criador de que os seres humanos teriam ego, e por causa de seu livre arbítrio, eles cometeriam erros. Os anjos falaram para o Criador que não teria como os seres humanos não errarem. Assim, o Criador concordou com os anjos e criou a força do teshuvá. A essência do teshuvá é uma força, uma energia de correção, que antecede a criação do universo. Uma energia de correção que existiu antes de qualquer outra coisa existir.

Antes das almas inclusive. Ela foi criada pois ao saber que os humanos cometeriam erros, poderíamos tocar nessa força para mudar tudo. Tudo que é negativo se transforma em positivo. Todo erro se transforma na melhor ideia que já tivemos.

O que precisamos durante esse mês, então, é tocar nossa força magnífica que transforma qualquer falta em preenchimento. Quando você a toca, ela entra dentro de você e faz toda a transformação espiritual necessária para levá-lo de qualquer falta para preenchimento, da escuridão para a luz, do erro para a melhor ideia que você já teve. Teshuvá é uma força espiritual que existia mesmo antes da criação do mundo. E essa força se abre durante o ciclo de Virgem.

Podemos despertá-la internamente. Mesmo a pior coisa do mundo, nesse momento, você tem toda a força para corrigi-la.

É preciso saber disso. Segundo os cabalistas não há nada que não possa ser corrigido. Nosso poder de correção se revela para nós durante o ciclo de Virgem.

Agora entendemos porque o signo de Virgem é analista, detalhista e muitas vezes crítico. Seu poder está justamente em enxergar o que precisa ser consertado. Por isso também é conhecido como o signo da pureza, da virgem. Pois aqui voltamos no tempo, para o nosso estado puro.

Se qualquer pessoa acha que qualquer coisa que ela tenha feito não pode mudar, com a força de teshuvá, não haverá mais nada que não possa ser consertado. Os cabalistas dizem que quando você começa a despertar essa luz interna de teshuvá, de correção, de conserto, você se liga com a força primordial, volta antes da criação e se liga com a força de transformação. É sobre renascer. Teshuvá significa voltar para essa força primordial do conserto.

Diana Motta (@dika_astral), além de artista visual, é também astróloga cabalística. Começou seu estudo no Kabbalah Center de Nova York, cidade onde morou durante quatro anos para fazer pós-gradução na NYU em design e tecnologia. De volta ao Brasil, continuou seus estudos por aqui, onde trabalhou como intérprete e tradutora de cursos e palestras, além de traduzir livros e publicações do Kabbalah Centre, assim como a tradução do livro sagrado da Kabbalah, o Zohar, que ela lê em aramaico e hebraico. Formou-se como astróloga pela escola internacional Academy of Kabbalistic Astrology. Hoje atua como profissional na área, com atendimento personalizado de mapas astrais e acompanhamento individual, que inclui, entre outras coisas, interpretação de sonhos. Tudo pela perspectiva cabalística. Resultado de 13 anos de dedicação e comprometimento com o estudo contínuo dessa sabedoria milenar.