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Hype Bazaar: cinco espumantes para brindar no Réveillon

Sommelière Ana Clara Carvalho apresenta importância dos métodos de preparo e dá cinco alternativas de rótulos

by Carol Hungria
Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Um bom brinde com vinho espumante é uma das grandes tradições brasileiras para as festas de fim de ano, principalmente o Réveillon. Mas, como fazer a escolha do rótulo certo para as festas? A sommelière Ana Clara Carvalho, profissional responsável pela adega do restaurante ‘A Mano, em Brasília, explica os principais fatores que compõe um bom vinho espumante.

1. Perlage: palavra derivada da palavra pérola, em francês, a perlage de um vinho espumante nada mais é que as bolhas que se formam quando a bebida é servida. “Na hora de servir, é importante prestar atenção na perlage, que tem que ser abundante e não cessar”, ressalta Ana. A perlage que não cessa indica que a fermentação do espumante foi feita com cuidado, respeitando o tempo de amadurecimento da bebida.

2. Pontuação: quem não tem o costume de comprar bebidas e tem pouco conhecimento da área deve sempre procurar um profissional especializado. Na ausência dessa possibilidade, Ana dá uma saída. “Caso não haja um entendimento de harmonizações, vale também procurar por rótulos premiados. Dá para confiar. Acima 85 pontos na Wine Spectator e na Wine Advocate, ou com menções honrosas de Robert Park e James Suckling. Esses são indicadores importantes do mundo do vinho”.

3. Procedência: “um bom espumante está ligado a um bom produtor. Todo bom vinho cai sempre na confiança que temos no produtor, na forma de produção, na tradição das famílias e claro, sempre adequado ao paladar. Cada um tem um paladar próprio e uma escolha própria”.

4. Método: existem dois métodos principais para a fabricação do vinho espumante, o charmat e o champenoise. “No charmat, a segunda fermentação é feita em cubas de inox, com temperatura controlada. Já o champenoise é feito na própria garrafa [a segunda fermentação], e fica em contato com as leveduras por mais tempo. É um processo mais refinado, mais requintado, que faz o espumante ter aromas mais delicados, e uma persistência mais agradável ao paladar”. Sendo assim, há repercussões no preço. Mas Ana ressalta que, ao paladar do público não especializado, as diferenças não são tão grandes. E lembra: “Existem excelentes e premiados espumantes feitos com os dois métodos. Isso é fato. Mas se a intenção é impressionar, eu optaria por um charmat”.

5. Acondicionamento na loja: Caso ainda haja dúvida, ela recomenda a ida à uma loja especializada na bebida, e não ao mercado. Nas lojas, há profissionais com uma bagagem maior para o atendimento. Além disso, há um fator importantíssimo. O vinho fica acondicionado na forma correta. Isso interfere no produto final.

6. Por último, a profissional dá um toque para a hora de servir: “A temperatura certa para servir é de 6 a 8 graus. Aqui no Brasil gostamos dele um pouco mais gelado. Mas, é preciso tomar cuidado. O espumante muito gelado amortece as papilas gustativas e você não sente bem o sabor dele”.

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Veja cinco rótulos selecionados por ela:

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

1. Cave Geisse Blanc de Blanc (R$ 110-150) – cava de uvas Chardonnay, com aromas de flores brancas e frutas cítricas. Destaca-se pela acidez e refrescância.

2. Champagne Bellicart Salmon Rosé (R$ 650-750) – champagne de cor rosa salmão, com aromas de frutas vermelhas e pera. Elegante ao paladar.

3. Prossecco Valdobbiadene Bisol (R$ 150-190) – refrescante e com aromas frutados.

4. Champagne Pierre Moncuit Rosé (R$ 500) – champagne rosé elaborado com uvas Pinot Noir. Notas vermelhas, minerais e defumadas.

5. Cava Cristalino (R$ 35-60) – cava produzido pelo método champenoise. Simples e acessível.

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