Por Sylvain Justum

O verão de Andrea Marques é étnico, multicultural, quer resgatar nossas raízes latinas.

Utiliza, para isso, uma cartela de cores solares onde predominam o amarelo e o laranja, lisos ou tingindo estampas realistas, inspiradas em um belo repertório floral e desenhos típicos de civilizações antigas da América Central.

É bem verdade que algumas apontam para origens africanas, mas, somos brasileiros, afinal. Está tudo certo. Traduzindo em roupas, está lá toda a feminilidade característica do trabalho de Andrea, as formas soltas, o romantismo elegante e a sensualidade sutil que lhe faz a fama.

Vestidos no joelho, camisas delicadas- sem mangas, em sua maioria – e maxi t-shirts. Essas são as pièces de résistance da estilista, que explora tecidos levíssimos como algodões e seda, antes de se entregar à transparência da renda colorida ao final do desfile. Tudo muito desabado – às vezes com certo volume godê – confortável, e cool, muito cool. Comme d´habitude.

O melhor look: O de Laís Oliveira, composto de camisa e saia evasê com print étnico sobre fundo escuro.

O acessório: As pulseironas de cordão colorido entrelaçado e as rígidas, de couro tressê. Para usar várias ao mesmo tempo.