Foto: Getty Images
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Por Luigi Torre

Simples não é um adjetivo que se pode usar livremente sobre as coleções da Valentino. Muito menos a de alta-costura. Na mais recente coleção, desfilada nesta quarta-feira (09.07), em Paris, muitas das estampas são, na verdade, bordados que levam até 1.300 horas para serem finalizados; as texturas de tafetá tramadas em alguns looks, mil horas; as penas de avestruz do casaco preto e prata, foram pintadas manualmente uma a uma; e algumas tapeçarias em saias e casacos era restaurações de modelos originais do século 16.

São detalhes preciosos que transforam vestidos, blazers, camisas e casacos em verdadeiras obras primas.

A vontade de realidade e roupas para o dia a dia que permeou toda a semana de alta-costura, que acaba hoje, encontra aqui sua melhor síntese. Sem subterfúgios teatrais, sem extravagâncias. De um modo geral, a coleção é bem mais limpa, se apoiando menos nos bordados e rendas que dominaram temporadas passadas. Também mais sexy, com amarrações de couro e muitos decotes nas costas.

A tendência de recuperar o passado, com olhar no presente aparece também nos vestidos-toga e nos padrões inspirados em pinturas da época Pré-Rafaelita. Mas o foco é essencialmente nas as roupas. Roupas que você não encontrará em nenhum outro lugar. Exclusivas no melhor sentido da palavra.

Tratando-se de alta-costura, toda peça é feita 100% a mão, com uma dedicação e quantidade de trabalho que seria inviável no prêt-à-poter. Clique em nossa galeria para ver looks selecionados da passarela da grife, em desfile realizado na temporada de alta-costura de Paris: