Por Sylvain Justum
Alexandre segue fiel às formas encasuladas, estruturadas e de mangas sino nas quais focou também na sua linha comercial, a Herchcovitch, desfilada no Fashion Rio.
Afastadas do corpo, marcam a maior parte do desfile, nos vestidos-casacos que se multiplicam em diferentes texturas. Materiais novos, conseguidos com a junção de outros dois, como lã e renda ou lã e couro.
A ideia é repensar clássicos, como trench-coats e doudounes, aquelas jaquetas estufadas de náilon. Nas mãos de Alexandre, elas viram tops e vestidos em amarelo-gema, enquanto os trenchs vem mais leves, de mangas curtas e com lapelas contrastantes. Repare no de Geanine Marques, muito chic em cobre e preto.
Na hora de abordar os excessos do vestuário feminino, sobra brilho nos metalizados, dourados como as primorosas rendas em cascata do bloco final. Note que o over de Alexandre é minimalista, de traços limpos e nada de bordados. A única estampa aparece orgânica, em floral estilizado e recortado.
Pensamento de menos é mais que praticamente eliminou os acessórios, que ficaram limitados aos sapatos mais pesados e aos delicados óculos com armação em forma de S.
MELHOR LOOK: Vestido de renda dourada em cascata de Fabiana Mayer
ACESSÓRIO: Entre o sapato e os óculos, ficamos com a delicadeza retrô das peças assinadas pela Chilli Beans
TRILHA: Opostos que se atraem. O conceitual, escolhido pelo stylist Mauricio Ianês , e o comercial , a cargo de Alexandre, que preferiu a Babushka de Kate Bush







