Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Na correria do dia a dia, recorrer a tons neutros ou combinações comuns parecem ser o melhor caminho para ter manter seu estilo fiel a sua personalidade sem desprender muito tempo. Mas o melhor caminho não é este. Conhecer as tonalidades que mais favorecem cada um é a melhor opção para estar sempre bem vestida e investir em compras inteligentes.

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Conhecer aquilo que te favorece pode não parecer simples para muitas pessoas, por isso, uma consulta de análise cromática pode ser um bom investimento. Com a ajuda de uma profissional, este tipo de serviço te ajuda a descobrir quais cores e combinações são melhores para você – ou seja, cores que não te apaguem, mas que também não deem às roupas mais destaques do que a sua própria beleza.

Assim como diversas pessoas, a pandemia e o isolamento social me fizeram questionar meu próprio estilo. As roupas no armário não parecem combinar comigo, ao mesmo tempo em que nada nas lojas parece me agradar. Uma vontade de fugir do clássico jeans e camiseta preta foi crescendo cada vez mais e, para redescobrir meu estilo, pedi uma ajuda à Sandra Tollentino, que trabalha com consultoria de imagem, e decidimos fazer uma sessão de análise cromática.

Experiência

Para realmente descobrir a paleta que mais lhe favorece, o cliente deve estar completamente neutralizado. Isso significa que ao chegar à consulta, Sandra e Amanda Oliveira, que conduzem as consultas em dupla aqui em São Paulo, me pediram para tirar qualquer produto que tivesse no rosto – incluindo produtos de skincare – e usaram roupão e toca para neutralizar meu cabelo e as roupas que estava usando.

A consulta consiste em descobrir qual contraste, intensidade (quando pensamos em estampas), profundidade e temperatura mais combinam com cada pessoa. Para isso, as consultoras usam uma série de tecidos coloridos e estampados, em uma verdadeira brincadeira de descobrir qual opção mais favorece meu rosto.

Parece mentira, mas é notável a diferença entre uma tentativa e outra. É possível perceber como um tom não te favorece pela maneira como escurece manchas do rosto – incluindo olheiras -, diminui o brilho da região ou afetam até mesmo na aparência e cor dos lábios e olhos. A brincadeira de “este ou este?” vai ficando mais fácil ao longo da consulta e, quanto mais se aproxima do final, as especialistas já percebem o que vai te favorecer antes mesmo do teste.

Resultado

Num primeiro momento, a análise cromática revela se o melhor contraste de cada pessoa é intenso ou suave, com intensidades escuras ou claras e temperatura quente ou fria. O subtom da pele, que também transita entre esses dois e neutro, influência no resultado final. Ao descobrir estas respostas, as especialistas buscam qual estação mais combina com cada pessoa. A junção de todos os fatores apresenta sua cartela final.

No meu caso, a cartela de cores “inverno escuro” é a que mais me favorece, ou seja, tons escuros e que não tem o fundo amarelado. Cada cliente sai da consulta com uma cartela para ter sempre para consulta, que também fala qual opção entre as joias é melhor e uma extensa lista de referência de combinações entre as cores da sua cartela.

“Incentivamos um consumo consciente, por isso, ao fazer a análise cromática não aconselhamos que a pessoa se desfaça de seu armário, mas que aprenda a fazer combinações melhores e compras mais interessantes. É um movimento de criar um estilo para si e facilitar o conhecimento do que mais funciona em cada um”, afirma Sandra.

Para mim, a análise cromática surtiu esta lição destacada pela consultora. Na hora de me vestir, busco dar prioridade ou destaque a peças com cores que estão na minha paleta, além de usar suas informações também na hora de me maquiar. Quando passeio por lojas, percebo que roupas que fogem destas tonalidades já nem chamam mais minha atenção, o que ajuda a construir um guarda-roupa que seja cada vez mais condizente com o que me favorece.